Içarense realiza travessia pela América de bike

Célio Júnior iniciou trajetória no dia 28 de novembro

Içarense realiza travessia pela América de bike
Foto: Arquivo pessoal

A distância entre Criciúma e El Calafate, próxima ao Campo de Gelo do sul da Patagônia, na província argentina de Santa Cruz, está sendo percorrida de bike pelo içarense Célio Júnior, de 31 anos. A trajetória que deverá ser pedalada por aproximadamente 4,8 mil quilômetros iniciou no dia 28 de novembro.

Apaixonado por pedal desde a infância, o catarinense está compartilhando o desafio diariamente em suas redes sociais. Nesse domingo, dia 21, Júnior chegou à Montevidéu, capital do Uruguai.

“Eu sempre tive bicicleta, desde muito novo. Com 16 anos eu comprei uma que eu ia de Içara para Balneário Rincão com muita frequência. Com 18, comecei um estágio em Criciúma em que eu ia com bicicleta também. Sempre gostei muito e me locomovo muito de bicicleta. Me sinto mais leve, tranquilo e realizado”, destaca ao Portal Engeplus.

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Júnior contemplando o mar em uma parada em Imbé (RS).

O içarense reforça ainda que há mais de dez anos pratica tracking, montanhismo e corridas com bike. “Esse projeto que denomino como Ciclo-América faz mais de um ano e meio que estou efetivamente desenvolvendo. É uma ideia antiga de ciclo-viajante”.

O atleta que trabalha com projetos de rodovias conta ainda que já percorreu de bicicleta por diversos estados, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Apesar de todas as rotas já percorridas, Júnior explica porque decidiu optar por um desafio ainda maior.

Portal Engeplus · Célio Júnior fala sobre desafio de Bike pela América

O cuidado com o corpo e a mente

Para percorrer grandes distâncias pedalando e encarando desafios longe de casa, Júnior destaca que é necessário se preparar bem fisicamente e mentalmente. O içarense pratica outros esportes para manter a saúde em dia.

“Eu tenho uma vida bem ativa. Eu tenho uma rotina de treino que eu pratico natação, ciclismo e corrida. Eu corro com frequência, esse ano corri a Maratona Internacional de Florianópolis, foi minha primeira”, reforça.

Júnior explica ainda que no desafio pela América, mesmo praticando horas de pedal, ele realiza uma série de atividades para poder compensar toda musculatura do corpo. “Aqui na viagem eu tenho feito assim. Como fico entre oito e dez horas em cima da bike, começo a usar apenas os músculos que ela te proporciona. Com isso, durante a manhã, quando acordo, faço uma série de exercícios compensatórios apenas para manter a estrutura do meu corpo em dia, para eu não ficar muito curvado”.

Além dos exercícios, o içarense ressalta que a alimentação é um ponto muito importante para concluir os objetivos. “Eu não como carne há mais de dez anos. Tenho que ser bem seletivo no que eu vou comer, preciso me nutrir e estar forte, pois não adianta eu fazer uma super força hoje e amanhã não pedalar”.

Viajando com pouco, mas o necessário

Com poucas roupas, sem luxo e carregando o essencial, Júnior cita que a trajetória rumo à El Calafate está sendo realizada no modelo bikepacking, com todo material necessário para a viagem sendo carregado adaptado à bicicleta. “Isso me dá algumas vantagens quando ao vento, a estabilidade, mas eu tenho um volume de coisas bem reduzido, zero luxo. Ando com pouquíssimas coisas, com o essencial para o frio na Patagônia, mas assim é uma muda para noite, outra para o pedal e uma reserva”.

As paradas são aproveitadas para a limpeza das roupas, manutenção dos materiais e da própria bicicleta. Confira como funciona a rotina:

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O principal objetivo do desafio

Júnior espera retornar à Criciúma, onde reside há quatro anos, com as energias recarregadas e com uma experiência única na bagagem. Além da parte física, o aspecto mental também voltará fortalecido.

“O principal objetivo dessa missão é realmente me conectar mais comigo, com o meio e com as pessoas. Me sinto muitas vezes na rotina do trabalho e acabo negligenciando essa parte mais humana. Quero mudar meu estado de consciência e voltar muito mais forte. Em uma viagem como essa não é sobre o objetivo e sim sobre o caminho”, finaliza.

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