Impactos da CSN em Siderópolis ganham segundo livro

A saga dos descendentes italianos de Nova Belluno permuta tragédia ambiental com benefícios sociais

Impactos da CSN em Siderópolis ganham segundo livro

De um lado, um território devastado pela mineração do carvão. Do outro, salários, educação e saúde do primeiro mundo. A experiência de moradores da comunidade de Rio Fiorita na então Nova Belluno, hoje Siderópolis, e funcionários da Companhia Siderúrgica Nacional ganhou um segundo volume na manhã deste sábado.

O lançamento da obra na Livraria Fátima, centro de Criciúma, atraiu poucas pessoas, mas enterneceu quem apareceu. Não sem motivos. Os relatos do autor Ronaldo David dissecam a chegada da estatal criada por Getúlio Vargas que penetrou lotes e almas daqueles filhos de italianos em 1944 e não menos de seus pais.

"Todas as demais carboníferas foram pequeno páreo à CSN naquele período", descreve o historiador. "Cerca de 60 famílias foram desalojadas, banidas que, com desapropriações ínfimas, acabaram migrando para o oeste do Paraná, onde ajudaram a criar vários municípios, entre eles Medianeira."

O monstrengo Mariòn, a escavadeira usada na mineração a céu aberto, aparece como protagonista. "A CSN literalmente detonou a colônia italiana", resgata Ronaldo, "mas ofereceu os melhores salários da região, benefícios sociais e uma educação que até hoje posiciona Siderópolis como o município catarinense que, em proporção à sua população, mais formou alunos em faculdades."

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