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Impasse sobre a permanência de Hulk na CPI gera discussão

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Nícola Martins

Após o depoimento do representante da empresa contratada com dispensa de licitação para repavimentar as ruas que fazem parte do trajeto da rede de esgoto, houve discussão entre os vereadores sobre a possibilidade ou não da permanência do vereador Ízio Inácio “Hulk” (PSB) na CPI. A alegação de Hulk é de que no pedido de abertura de CPI foi descrito que cada bancada de partido teria um representante. Na época, Luiz Fernando Cardoso (PMDB) estava ocupando a vaga de vereador. Ele, então, reivindica a participação do PSB. Conforme o vereador, o presidente da Câmara, Antônio Manoel, liberou, em plenário, sua participação.

O presidente da CPI, Douglas Mattos, primeiro negou a participação de Hulk com base em um dispositivo do Regimento Interno. Mattos argumentou que não havia formalização da decisão do presidente da Câmara de Vereadores liberando o vereador Hulk a participar da CPI e que, por isso, não tinha como autorizar e aceitar o voto do vereador.

Com muita discussão entre os vereadores, o assessor jurídico da Câmara, Leonardo Cassettari, colocou sua posição favorável à participação do vereador. Segundo ele, a discussão deve partir da decisão tomada pelo presidente da Câmara, que liberou Hulk. Mesmo assim, os vereadores Hulk, Giovanni Zappellini e Itamar da Silva retiraram-se da reunião.

Opiniões – O vereador Douglas Mattos justificou a intenção de convocar 11 pessoas no mesmo dia, a próxima segunda-feira. “Desta forma podemos evitar que os depoimentos sejam combinados”, argumento ele. Para a vereadora Romanna Remor, é uma chance para explicação. “Uma das empresas foi subcontratada em junho de 2009, mas seu CNPJ só foi registrado em setembro de 2009. Precisamos entender isso melhor”, disse ela.

De acordo com o vereador Ízio Inácio “Hulk”, a CPI do Esgoto está sendo um ato político. “Ela vai servir para palanque eleitoral do próximo ano. Se estão querendo apurar fatos de verdade, devemos primeiro ouvir todo mundo de forma calma e tranqüila, não atropelando as coisas”, destacou o vereador. Para Ézio Jévis, todos devem cuidar com pré-julgamentos. “Apesar de algumas pessoas não estarem julgando os outros, o tom com que falam é de julgamento”, disse Jévis.

Itamar da Silva parabenizou a fala do vereador pedetista. “O vereador Jévis foi muito feliz em sua colocação, é preciso apurar os fatos com calma e sem fazer pré-julgamentos. Não se pode colocar fatos como verdade sem a devida apuração”, comentou. Ele também questionou o voto do presidente da CPI, já que, baseando-se em antigas CPIs, o presidente só votaria em caso de empate.

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