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Índice de nacionalização de carro tende a recuar

Por Redação Engeplus

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São Paulo, 20 de Março de 2006 - A indústria automotiva tende a entrar num processo de desnacionalização gradual dos modelos produzidos no País, com o crescimento da importação de componentes pelas montadoras e suas fornecedoras diretas de autopeças, que aproveitam a vantagem da desvalorização do dólar.

Hoje o índice de nacionalização dos carros compactos gira em torno de 80% - chegando até 90% nos modelos das marca Volkswagen, GM, Fiat e Ford - e os dos modelos médios, como os da Citroën, Peugeot, Renault, Toyota e Honda, são de 60%. "Se as importações de peças forem feitas desmesuradamente e sem controle, as empresas de nível dois e três - que são a base dos fornecedores - podem desaparecer do mercado brasileiro", observou o presidente do Sindipeças, Paulo Butori.

Entre os países que se destacam na busca de importados mais baratos estão a China, a República Tcheca e a Coréia do Sul. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as compras de autopeças da China cresceram 55,4% em janeiro e fevereiro deste ano, sobre 2005.

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