Criciúma e região
Indústria de descartáveis plásticos pode ter greve
Reunião entre sindicatos aconteceu na tarde desta segunda-feira
Por Redação Engeplus
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As empresas de descartáveis plásticos do Sul de Santa Catarina podem enfrentar uma greve a qualquer momento. Os sindicatos dos trabalhadores e patronal não chegaram a um acordo na reunião realizada na tarde desta segunda-feira. A greve pode ser deflagrada ainda hoje pelos mais de quatro mil trabalhadores que a categoria tem na região.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas de Criciúma e Região, Carlos de Cordes, a proposta não evoluiu e não houve a oferta do aumento real aos trabalhadores, nem do abono anual - pago em duas parcelas há uma década. Houve a oferta de R$ 850 de abono de férias, quitado quando o trabalhador voltasse de férias.
"O único avanço patronal foi arredondar o índice de inflação do período. A categoria tem data base em 1º de abril e a inflação do período é de 4,60%. Os patrões ofereceram reajuste de 4,60%. Em uma categoria com piso salarial de R$ 1.329,91 não ter aumento real é inaceitável”, afirma Carlos de Cordes.
Em nota, o Sindicato das Indústrias Plásticas dos Setores de Descartáveis (Sindesc) informou que a proposta partiu de partiu de 3,66% de reajuste e sem nenhum valor de abono.
“Neste momento da economia em que o Setor Plástico, em especial o Descartável enfrenta demissões, redução de produção e perda de competitividade, não foi possível atender a expectativa de ganho real pleiteado pelo sindicato, ainda que as empresas tenham ofertado aumento real sobre o valor do abono pago ano passado. Para nos manter no mercado precisamos acompanhar a realidade praticada pelo setor em outras regiões, onde operam empresas concorrentes” conclui o executivo do Sindicato das Indústrias Plásticas dos Setores de Descartáveis (Sindesc), Elias Caetano.
Colaboração: Gilvan de França e Ana Sofia Schuster



