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Investigação revela que vítima foi empurrada antes de ser atropelada em Braço do Norte

Crime aconteceu no dia 31 de agosto

Por Jessica Rosso Crepaldi

3 min de leitura

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Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil de Braço do Norte está perto de concluir a investigação sobre a morte de Jeferson Faustino, de 34 anos, atropelado na madrugada de 31 de agosto deste ano, na SC-370, em frente à ponte de acesso ao Atacado Vencedor (apenas referência). Segundo a delegada Jucinês Ferreira, que detalhou o caso neste sábado, dia 20, a vítima foi empurrada para a pista após um desentendimento.

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“Ele acabou importunando uma travesti que estava no local. O que aconteceu foi que três pessoas passaram e um homem deu um cigarro para ela. A vítima pediu o cigarro para a mesma pessoa, que disse que respondeu que não tinha mais. A travesti tentou repelir a aproximação de Faustino que queria retirar o cigarro dela e acabou empurrando ele. De tão embriagado, ele não conseguiu se levantar. Essa pessoa não prestou socorro e outros que estavam próximos, que viram ele muito agressivo, também não o fizeram”, relatou a delegada.

Na sequência, veículos passaram pelo local. De acordo com a investigação, o primeiro motorista conseguiu desviar, mas o segundo e o terceiro passaram por cima da cabeça da vítima. “Agora estamos avaliando a responsabilidade penal de dois condutores, pois havia no trecho placas indicando velocidade máxima de 30 km/h e, a princípio, o vídeo mostra que eles trafegavam muito acima disso”, acrescentou a delegada.

Além disso, a Polícia Civil apura a possibilidade de embriaguez ao volante. “Buscamos imagens que indicam que o casal do primeiro veículo havia participado de uma festa em Grão-Pará, onde possivelmente consumiram bebidas alcoólicas”, disse.

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O caso, segundo a delegada, é complexo. “Foi difícil identificar todas as pessoas envolvidas. Demorou porque precisamos ir além das imagens da rodovia, já que não tínhamos as placas dos veículos. Mas conseguimos colocar todos no cenário”, afirmou.

Ela destacou ainda que, nessa sexta-feira, dia 19, ouviu a pessoa que admitiu ter empurrado Jeferson, alegando legítima defesa. “Há responsabilidade por conta do possível excesso, e isso certamente terá repercussão, pois são condutas concorrentes que resultaram na morte”, avaliou.

A conclusão do inquérito dependerá do laudo pericial. Duas situações estão em análise: homicídio doloso em relação a primeira pessoa envolvida, e homicídio culposo ou doloso no caso dos motoristas, a depender da embriaguez ao volante e da velocidade praticada. Confira o vídeo em que a delegada fala sobre o assunto:

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