Júri popular
Júri popular de acusados de assassinato em 2008 é marcado
Por Redação Engeplus
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Está marcado para a manhã do dia 22 de novembro o início do julgamento popular dos três acusados de terem assassinado Angelino Leonel da Silva, vulgo Paraná, de 55 anos, em 5 de maio de 2008. A.A.A., de 28 anos, seu pai H.A., de 57 anos, e a esposa E.S.S.A., de 39 anos, serão julgados pelo crime por um júri formado por 25 pessoas que serão definidas no mês de outubro.
No despacho, expedido esta semana pelo juiz substituto Júlio César Bernardes, é explicado como o crime aconteceu. Atualmente, A. está preso preventivamente no Presídio Santa Augusta, H. está em prisão domiciliar e E. responde ao processo em liberdade.
O corpo de Angelino foi encontrado em 24 de julho do mesmo ano pela Polícia Civil após A. indicar a localização. A reconstituição do crime, com os três acusados, foi feita em 4 de agosto e o corpo do proprietário do terreno foi exumado no mesmo mês, com autorização dos familiares. A exumação confirmou que a causa da morte foi asfixia.
Entenda o caso – De acordo com o despacho do juiz, o casal A. e E. invadiu no mês de abril de 2008 um terreno do senhor Angelino no bairro Verdinho, em Criciúma. Quando soube da invasão, o proprietário pediu para que a família saísse, o que não aconteceu por parte do casal. Ele então instalou, alguns dias antes do crime, uma cerca para demarcar o terreno.
Em 4 de maio de 2008, a mulher, com a ajuda de dois irmãos seus, derrubou a proteção instalada por Angelino. Quando soube do caso, o proprietário do terreno foi tirar satisfação do com A. e E. Ao chegar ao local, o pai de A., H.A. estava na residência e disparou com um revólver de calibre 38 contra Angelino, que foi alvejado no braço direito e caiu.
O proprietário do terreno foi então espancado e mais dois tiros foram efetuados contra ele. Depois, Angelino foi enforcado com uma corda.
Ocultação de cadáver – No mesmo dia, o casal levou o corpo de Angelino até a localidade de Rio Fiorita, em Siderópolis, amarrou duas pedras ao cadáver e o jogou em um açude. Três dias depois, eles voltaram ao local e certificaram-se de que o corpo boiava. O casal pediu ferramentas para H. e enterrou Angelino a cerca de 70 metros do açude.
Outro crime – A.A. também é acusado de assassinar Marcioni Elias, 40 anos, em setembro de 2002, no distrito de Rio Maina. O homem foi morto dentro de sua residência e esquartejado por A.



