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Karl Max,

Karl Max, o neoliberalismo e a crise mundial

Por Redação Engeplus

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Dayana Rampinelli *

A primeira década do século 21 termina com a maior crise econômica, mundial e global desde os dias da Grande Depressão de Trinta. Hoje, presenciamos a falência do modelo neoliberal e do sistema capitalista. No início do século 19, o alemão Karl Marx previu a natureza da economia mundial com base em análises da Sociedade Burguesa e afirmou que o nascimento de uma economia globalizada e o modo de produção capitalista geraria não somente o crescimento alardeado por políticos, mas também violentos conflitos, crises econômicas e injustiça social. Há mais de 150 anos, Marx previu que o capitalismo assentiria uma massa de excluídos.

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A crise das bolsas americanas e a decisão do Governo Bush de transferir mais de US$ 700 bilhões do contribuinte para bancos e seguradoras falidas não significam o fim do capitalismo, mas nos mostram suas fraquezas. O país símbolo do capitalismo neoliberal e do consumismo nos mostra que essa política econômica vigente não é segura, nem igualitária.

Ao contrário, hoje os Estados Unidos são um país com graves problemas sociais, com um dos piores sistemas públicos de saúde, uma educação com quedas bruscas na qualidade e um severo déficit de infraestrutura. Os americanos consomiam em média seis vezes mais do que seu salário permitiria. São grandes endividados, beneficiados pelo crédito barato que há no país.

Então o que vemos é que Marx voltou à ordem do dia. O pensador alemão foi inclusive citado por George Soros, americano, capitalista, milionário, empresário e presidente da Soros Fund Management e da Open Society Institute, que disse: “Estou lendo Karl Marx e há muitas coisas interessantes no que ele diz”.

Para o historiador Eric Hobsbawm, Marx não deve regressar ao pensamento contemporâneo “como uma inspiração política para a esquerda. É preciso que se compreenda que seus escritos não devem ser tratados como programas políticos, mas sim como um caminho para entender a natureza do desenvolvimento capitalista.”

Marx queria uma sociedade sem exploração e alienação, onde a população pudesse realizar suas potencialidades. A volta do seu pensamento às massas é resultado de uma pesquisa em que ouvintes da rádio BBC votaram nele como o maior filósofo e pensador de todos os tempos.

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A globalização existe, é irreversível. O capitalismo foi implantado. O que devemos ter, porém, é senso crítico para analisar que “tipo de globalização” e sociedade queremos. O modelo de economia implantada nos últimos anos privilegia a acumulação de capital de uma minoria e exclui a maior parte dos seres humanos.

Para os interesses capitalistas, os pobres e os povos africanos são descartáveis pois não consomem nem geram lucros. O precisamos entender é que o regime econômico e político conhecido como capitalismo necessita de um Estado forte, não para intervir na vida das pessoas, mas para regular o funcionamento livre do mercado e assegurar a liberdade dos indivíduos, a democracia e minimizar a massa de excluídos.

* Jornalista, especialista em Opinião Pública, Mídia e Estratégia de Comunicação Política - IUPERJ – RJ; mestranda em Gestão e Planejamento das Cidades UCAM – RJ; pesquisadora da área de Desenvolvimento Regional e assessora acadêmica da Fundação Educacional de Macaé – Funemac / dayanarampinelli@hotmail.com

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