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Recuperação do Movimento Econômico: números de 2007 decepcionam

Por Redação Engeplus

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Ademar José Fabre *

Há exatos doze meses, destacamos a boa performance do Valor Adicionado Fiscal de Criciúma, no triênio 2004/2006, cujos acréscimos expressivos permitiram à municipalidade alinhar-se em 7° lugar entre os 10 maiores VAF do Estado.

Esse bom desempenho do movimento econômico permitiu, se não elevar, pelo menos manter a 9ª posição no retorno de ICMS, com o índice de 1,98781 entre os top ten (Dez Mais) do ranking estadual de arrecadação daquele tributo.

Animados com esse resultado, chegamos a fazer projeção otimista sobre a possibilidade de galgar posição melhor no índice de retorno para 2009, se mantida, nos exercícios seguintes (2007/2008), a tendência de elevação do VAF registrada naquele triênio.

Infelizmente, não foi isso o que ocorreu na nova apuração dos valores para 2.009, quando, apesar de ligeira elevação do índice de retorno (para 1,99150), o desempenho do movimento econômico de 2007 foi decepcionante, com elevação, em valores correntes, de R$ 1,493 bilhão para R$1,5 bilhão, o que representa crescimento de somente 0,47% em relação a 2.006.

Ou seja, em todo o exercício de 2007, a soma da produção dos agentes econômicos que recolheram ICMS em Criciúma, teve incremento de apenas R$ 7 milhões em relação ao exercício anterior, um valor ínfimo diante das cifras registradas no triênio 2004/2005/2006, nos valores de R$ 180, R$ 162 e R$ 187 milhões, respectivamente.

Esse pífio desempenho do VAF em 2007 que, na prática, representou decréscimo, considerada a inflação acumulada do exercício, resultou na queda de três posições do município (sétimo para o décimo lugar), entre os 10 maiores de Santa Catarina.

Enquanto isso, quatro unidades municipais de porte semelhante, que costumam disputar o ranking do VAF com Criciúma, tiveram elevação média de quase 13% naquele ano, conseguindo, assim, acumular pontos para melhorar ainda mais seu índice de retorno do ICMS para 2009/2010.

Em face do exposto, se Criciúma não conseguir uma elevação compensatória muito expressiva no VAF de 2008 (já encerrado), corre o risco de perder o 9° lugar de retorno que mantém há quatro anos, o que seria muito negativo, nesse momento em que o município tanto carece de recuperação econômica.

Diante do novo revés verificado, cabe ao poder público municipal, em articulação com as lideranças empresariais, buscar novos caminhos para incrementar a produção econômica do município, em todos os setores, a fim de compensar, pelo menos parcialmente, o pequeno incremento do VAF em 2007.

Dessa forma, poderá obter melhor média no biênio 2008/2009, capaz de recuperar posição no ranking do movimento econômico no fechamento do corrente exercício e, se possível, elevar seu índice de retorno para 2010.

Deve-se frisar que a crise econômico-financeira mundial, que já deixa sua marca em Santa Catarina, constitui mais um entrave para as projeções de crescimento da economia municipal.

* Economista / Mestre em Desenvolvimento Regional - email: ajfabre@gmail.com

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