Mais de 50 mil km sobre duas rodas
Criciumense realizou viagem de ida e volta ao Alasca de moto
Por Amanda Garcia Ludwig - amanda.garcia@engeplus.com.br
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"Foram 100 dias, 53.728 quilômetros, 14 países, 11 ursos e muita, mas muita paisagem." Estes são os números que o bancário aposentado Nilton Silva vai guardar para o resto da vida na memória depois de ter viajado de Criciúma ao Alasca em uma motocicleta, na companhia do primo Ricardo Felisbino.
Nilton visita o Portal Engeplus para contar a história de sua viagem

Nilton conta que sempre gostou de andar de moto, desde que começou a trabalhar como cobrador de uma loja de Criciúma muitos anos atrás. Desde então percorreu muitos caminhos sobre duas rodas: conheceu a Argentina, o Chile e até mesmo o Peru, lugares para onde foi com a esposa.
Há dois anos começou a planejar a ida ao Alasca e conseguiu a companhia do primo e outros dois motociclistas: um gaúcho e um mineiro. No dia 28 de abril deste ano ele e o primo partiram rumo a Xanxerê, onde encontrariam o gaúcho para seguir viagem e encontrar o mineiro pouco depois.
Com os companheiros de viagem, em sobrevoo para ver as Linhas de Nazca, no Peru

Os quatro seguiram juntos até a Colômbia. Depois disso, os companheiros dos sul catarinenses fizeram roteiros diferentes. Nilton e Ricardo, ao longo dos 100 dias de viagem, passaram por Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, Guatemala, Belize, México, Estados Unidos, Canadá e, na volta, uma passadinha pelo Paraguai. Foram, no total, 14 países em pouco mais de três meses.
Já em Las Vegas, nos EUA, onde exibiu a camisa do Tigrão

Os perrengues foram muitos. A maior parte deles entre as paradas em postos policiais. “É preciso saber lidar com os policiais, pois muitos deles já esperam os ‘gringos’ para pedir por propinas. É preciso estar com todos os documentos pedidos pelos países em dia. Mesmo com tudo preparado, eu trouxe uma multa da Nicarágua para casa, de recordação”, lembra Nilton.
Ainda assim, a aventura compensa. “As paisagens são muito diferentes de um país pra outro, e todas muito lindas. Conhecemos lugares incríveis e aproveitamos para fazer vários passeios”, conta o aposentado.
A única vez que precisaram fazer uma travessia diferente foi da Colômbia para o Panamá, em razão das chuvas. "Os rios estavam muito cheios e não tivemos muita confiança na balsa que faria a travessia na Colômbia. Soubemos de casos em que motos caíram dentro do rio e preferimos pegar um avião para o Panamá. As motos foram transportadas em um avião cargueiro para lá", explica Nilton.
Na Rota da Morte, na Bolívia

Tanto na ida quanto na volta, destaque para deslizamentos de terras no Peru e no México. Dentro do roteiro, os motociclistas passaram por locais como Machu Pichu, Acapulco, Las Vegas, Rota 66, e muito mais.
Na volta, um desvio para conhecer Nova York, Washington e até mesmo o Monte Rushmore (aquele com os rostos esculpidos dos presidentes dos EUA). "Também acabei fazendo algo que não estava nos planos, e passei em Cancun, no Caribe, para conhecer. Decidi aproveitar a oportunidade", diz Nilton.
Nilton, que estava em uma BMW GS 1200 Adventure, relatou quase tudo – quando possível – através de um blog. Você pode conferir fotos e o roteiro clicando aqui. Ao longo da viagem foi necessário trocar duas vezes o pneu dianteiro e três vezes o pneu traseiro.
Em Prudhoe Bae, já no Alasca!

Se ele encararia de novo? Sim, e o fará: já está programando uma viagem nos mesmos moldes, desta vez pela Europa. A moto será enviada ao continente europeu através de um contêiner, e o novo roteiro, assim como este, também renderá um livro.
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