Criciúma
Márcio Búrigo espera relatório para debater dívida
Por Redação Engeplus
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Faz dez anos que ele não mexe mais com os equipamentos enquanto bioquímico. E nos últimos meses voltou ao seu escritório, no laboratório que carrega seu sobrenome. Nesse interim, oito anos como vice e depois prefeito. Márcio Búrigo, ex-chefe do Executivo de Criciúma há quatro meses, está completando 61 anos nesta quarta-feira.
“Estou ficando cada dia mais jovem e menos tenso”, brinca, ao referir-se à pressão que encarava na prefeitura em contraponto aos tempos atuais, mais dedicados à família e à empresa.
Márcio ainda é o presidente municipal do Partido Progressista (PP). “Mas deixo de ser em no máximo trinta dias, quando vai acontecer a nossa convenção municipal”, garante. “Não tenho mais interesse. Mas continuo militando”, assegura. O ex-vereador Itamar da Silva é um dos nomes cotados para assumir a presidência.

Pode ser candidato
O ex-prefeito não descarta a possibilidade de vir a ser candidato, quem sabe já em 2018. Seu nome foi lembrado como um possível aspirante a cadeira na Assembleia Legislativa. “Não trato agora disso, mas também não descarto. Eu me incluo no jogo”, afirma. “Mas isso precisa ser bem discutido. Uma eleição como essa não se define em Criciúma, mas em Florianópolis”, destaca, fazendo menção à cúpula do PP.
O ainda presidente avalia que os progressistas não sofreram muitas baixas depois da derrota na eleição de outubro passado. “Algumas defecções, normais da vida política, de gente que concorreu a vereador, de apoiadores, mas o partido está aí, muito bem”, enfatiza.
A dívida não é tão alta
Embora distante das lides políticas, Márcio Búrigo revela que está no aguardo de um relatório que vai pautar sua próxima e mais contundente manifestação pública sobre a herança que deixou na prefeitura. “Imagino que em no máximo dois meses teremos o relatório detalhado que o atual governo precisa fazer sobre as contas de 2016”, projeta Márcio.
“Com isso, vamos confirmar aquilo que o próprio Observatório Social disse outro dia, que a dívida não é de R$ 150 milhões nem de R$ 115 milhões, já falam em R$ 84 milhões e vai ser menor ainda”, destaca o ex-prefeito. “Mas não queremos um debate publico. Apenas vou me pronunciar na hora certa e com os dados corretos e fundamentados”, reforça.

No laboratório
Enquanto isso, dedicação total ao laboratório. A gestão executiva da empresa está à cargo do filho, Renan Búrigo. “Eu faço muitas relações para ampliação de mercados, fruto dos nossos contatos”, observa. Atualmente, a empresa conta com 18 unidades e cerca de 130 funcionários. “Estamos com projetos novos maturando”, anuncia. E o ex-prefeito faz uma ponderação curiosa. “Há crise no Brasil, mas na saúde não há. Não estamos em crise na prestação de serviços como os de laboratório. Fazemos cerca de dez mil exames ao dia”, adianta.
Márcio Búrigo planeja comemorar discretamente seus 61 anos nesta quarta. “Em família”, conclui.



