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Maternidade e Carreira é possível conciliar os dois?

Por Jaqueline Backes

2 min de leitura

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Foto: g-stockstudio / Thinstock

A gestação da minha filha veio num momento certo e muito planejado. Eu já me sentia preparada para assumir esta responsabilidade.

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Mesmo me preparando e tendo o apoio do meu marido e familiares, a administração da carreira e do meu novo papel, me geraram conflitos internos difíceis de administrar.

Sentia-me dividida entre o sentimento de amor pela minha filha e a sensação de que nunca mais eu conseguiria ser eu mesma, afinal, havia sido mergulhada por essa tal maternidade.

Mas quem era eu?

Se eu tivesse largado tudo, sofreria a falta da realização pessoal, e se retornasse a minha rotina, ou pelo menos parte dela, me sentiria eternamente em dívida com a minha filha.

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Sempre acreditei que se eu estivesse bem, feliz e realizada, minha filha também estaria feliz e foi neste pensamento que me agarrei para retornar a minha vida profissional.

Quanto mais plena, melhor será a qualidade do tempo que a mãe dedicará ao filho, o que no fim, contribuirá de forma positiva para o seu desenvolvimento. Refletir sobre nossas ações considerando o seu impacto em relação aos outros e aprender com os erros é um sinal de maturidade. Culparmo-nos excessivamente apenas compromete a nossa qualidade de vida e daqueles que no cercam.

Aos poucos a culpa que eu sentia, foi perdendo espaço e a satisfação de ter me tornado mãe e também profissional, foi ganhando meus sentimentos.

Temos que perder aquela ideia de equilíbrio entre carreira e maternidade, porque essa relação envolve escolhas que a cada momento pesarão mais para um lado da balança. O mais importante não é a quantidade, mas a qualidade do tempo que destinamos a cada uma delas.

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