Brasília
Michel Temer diz que não renunciará
Por Redação Engeplus
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Atualizada às 16h25min
O presidente Michel Temer (PMDB) descartou a possibilidade de renunciar, contrapondo a informação do jornalista Ricardo Noblat, de que ele teria decidido abrir mão do cargo. “Não renuncio. Sei o que fiz”, afirmou, em rápido pronunciamento pouco depois das 16h desta quinta-feira em Brasília.
“Não preciso de cargo público nem de foro especial. Nada tenho a esconder. Sempre honrei meu nome, na Universidade, na vida pública, na vida profissional, nos meus escritos, nos meus trabalhos, e nunca autorizei que utilizassem o meu nome indevidamente”, bateu Temer. O presidente exigiu do Supremo Tribunal Federal agilidade ao lhe investigar. “A mesma agilidade que houve no vazamento de uma gravação clandestina”, disse.
No início do discurso, o presidente lembrou que nesta semana o seu governo viveu o melhor, mas também o pior momento. “Os indicadores de queda da inflação, os números de retorno do crescimento da economia e os dados de geração de empregos criaram esperança de dias melhores. O otimismo retornava e as reformas avançavam no Congresso Nacional. Ontem, contudo, a revelação de conversa gravada clandestinamente trouxe de volta o fantasma de crise política de proporção ainda não dimensionada. Portanto, todo um imenso esforço de retirar o país de sua maior recessão pode se tornar inútil”, destacou.
“Tanto esforço e dificuldades superadas, meu único compromisso é com o Brasil, e é só este compromisso que me guiará”, reforçou Temer. O Supremo Tribunal Federal autorizou, nesta tarde, a coloca-lo como investigado na Operação Lava Jato depois das denúncias que ontem vazaram da delação do empresário Joesley Batista, dando conta que Temer teria avalizado a manutenção de repasses para manter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. “Em nenhum momento autorizei que pagassem a quem quer que seja para que ficassem calados, não paguei o silêncio de ninguém, pois não temo nenhuma delação”, concluiu o presidente.



