Mosquito da dengue usa, também, água de piscinas para se reproduzir

O Verão favorece a proliferação do inseto, mas existem cuidados simples que podem evitar sua reprodução

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Mosquito da dengue usa, também, água de piscinas para se reproduzir
Foto: Fotos: João Pedro Alves

Em tempos de forte calor, um bom banho de piscina vira programa indispensável para crianças e adultos. Este lugar preferido de muitas pessoas na estação mais quente do ano merece cuidados especiais, principalmente pelo Verão ser o período mais favorável para a proliferação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue.

Água parada e limpa configura o ambiente preferencial ao inseto para sua reprodução. Entretanto, alguns cuidados bem simples eliminam as chances de o lugar da diversão oferecer riscos à saúde. A supervisora do Programa Municipal de Combate à Dengue de Criciúma, Clarice Vieira, alerta especialmente aos pais que montam as piscinas para a brincadeira das crianças. “É muito comum fazerem a instalação e mantê-las cheias por até uma semana. Este tempo é suficiente para o desenvolvimento das larvas do mosquito. Em 12 dias, dependendo do clima, eles viram mosquito”, explica.

A manutenção dos cuidados com a higiene se faz decisiva para a prevenção da aparição do Aedes aegypti. Limpar periodicamente as bordas, enquanto cheia, com esponja e detergente acaba com os ovos do inseto. “O mosquito deposita os ovos nas partes úmidas acima da água represada. Se isto acontece e a piscina volta a ser utilizada, esses embriões invisíveis a olho nu vão para o fundo da piscina e se desenvolvem”, esclarece Clarice.

Depois do uso, não se pode deixar de lado os cuidados com a higiene. Segundo Clarice, antes de guardar as piscinas, deve-se limpar bem. “Os ovos do mosquito transmissor da dengue são muito resistentes, duram até um ano depois de colocados e não precisam de grande quantidade de água para se desenvolver. Por isso, é fundamental guardá-las limpas”, ressalta.

As observações feitas em relação às piscinas valem também para caixas d’água, calhas, vasos de plantas, garrafas e tudo o que pode represar água. A equipe da Vigilância Epidemiológica de Criciúma reforça esses cuidados pessoalmente em visitas nas comunidades. “Os agentes fazem a inspeção das casas e orientam a população para manterem-se prevenidas da doença. Este trabalho, aliado às armadilhas espalhadas, ajuda-nos a não ter nenhum foco registrado neste ano na cidade”, enaltece a secretária de Saúde do município, Letícia de Oliveira Rodrigues.

Colaboração: João Pedro Alves/Decom

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