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Mulher que teve complicações após aplicação de injeção ainda está em tratamento
Mais de 100 dias passaram e o ferimento de Fabiani Martignago não está cicatrizado
Por Redação Engeplus
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Liberada do hospital desde o dia 4 de junho, após pouco mais de dois meses de internação, Fabiani Martignago, de 42 anos, ainda sente as consequências das complicações decorrentes da aplicação de duas injeções com medicamento nos glúteos, procedimento realizado na unidade de saúde 24 horas do bairro Próspera, em Criciúma, quando ela passava por uma crise de cólica renal.
Agora, Fabiani tenta respeitar a orientação médica de permanecer em repouso absoluto por 180 dias para facilitar a cicatrização do ferimento que quase lhe custou a vida. Inclusive, ainda existe o risco de contaminação e infecção por bactérias. O tratamento continua em casa. Diariamente é preciso trocar os curativos do ferimento e tomar dois remédios para acelerar a cicatrização.
Afastada do trabalho no comércio em virtude do problema de saúde, Fabiani precisa de ajuda para realizar tarefas simples do dia-a-dia, como fazer comida, lavar louças e roupas ou limpar a casa. O filho dela, Mauricio Goulart Rosa Filho, é quem mais auxilia desde a internação até agora. "Isso que estou passando não era para ter acontecido. Sempre trabalhei, tinha uma vida normal, hoje não é assim. Ainda ando com dificuldade, temos gastos, além do enxerto de pele que será preciso fazer no local do machucado", relata Fabiani.
Ela acionou a Justiça para conseguir apoio da prefeitura de Criciúma no tratamento, já que o problema começou após as injeções aplicadas em uma unidade de saúde do município. Por determinação judicial, a Secretaria de Saúde da cidade foi obrigada a custear dez sessões de oxigenoterapia (processo que acelera a cicatrização) e o transporte de Fabiani até a clínica.
"Somados todos os gastos que tivemos com essa paciente desde o início do tratamento, foram mais de R$ 30 mil gastos com ela. Além do que determinou o juiz, também disponibilizamos profissionais de Enfermagem para auxiliá-la. Não medimos esforços para ajudá-la até aqui, mas é preciso pensar no coletivo, a prefeitura não pode custear tratamentos de saúde individuais, sob o risco até de uma improbidade administrativa, temos que trabalhar dentro da legalidade", pontua a secretária de Saúde, Geovânia de Sá.
Fabiani lamenta estar passando pelo problema, mas é confiante na sua melhora. "Tem gente falando que já estou super bem porque tenho saído de casa, não estou mais de cama, mas não é bem assim. O processo é lento, ainda tenho uma ferida aberta no meu corpo e o repouso absoluto seria mesmo o ideal. Só que preciso ir na psicóloga, visitar advogados, correr atrás da Secretaria de Saúde, tudo por causa dessa complicação. Só quero os meus direitos e uma boa recuperação", finaliza ela.



