Greve
Normalizado: 100% da frota do transporte coletivo circula em Criciúma
Primeiros ônibus começaram a trafegar pela cidade por volta das 4 horas
Por Redação Engeplus
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Toda frota do transporte coletivo urbano de Criciúma nos três terminais da cidade (Próspera, Centro e Universitário) e as linhas intermunicipais do Terminal Rodoviário de Criciúma Algemiro Manique Barreto voltaram ao normal. Unidos e mobilizados, após uma semana, os grevistas e as empresas responsáveis pelo transporte público do município chegaram em um consenso em relação ao reajuste salarial e restabeleceram as atividades. A doméstica Ângela Santiago dos Santos precisou de carona para chegar ao trabalho durante o período de greve. “Moro em Içara e preciso pegar dois ônibus e ambos estavam parados. Minha patroa foi obrigada a me buscar em casa”, destaca. Rita de Cássia Oliveira, que também atua como doméstica, não teve a mesma sorte.
“Moro no bairro Boa Vista e precisei ir caminhando trabalhar no Centro. Eram 40 minutos. Uma das minhas patroas ficou chateada, pois faltei em um dia com chuva”, lembra. De acordo com o encarregado da Autarquia de Segurança, Trânsito e Transportes de Criciúma (ASTC), Dercílio Bittencourt Filho, os primeiros ônibus começaram a transitar pelo município por volta das 4 horas, como acontecia normalmente antes da paralisação.
Estes veículos fazem o trajeto entre os bairros da cidade. Já os amarelinhos começaram a circular pelos três terminais de Criciúma por volta das 5 horas. “Agora, as pessoas recomeçam a utilizar o transporte. Alguns buscam informações em relação aos veículos se todos estão realmente funcionando. Estamos orientados todos os usuários”, destaca. Janaína de Oliveira, que reside no bairro Quarta Linha e trabalha no Centro de Criciúma, avalia a greve como positiva. “Se foi para o bem da categoria, foi positiva, mesmo a população sendo prejudicada”, ressalta.
Reajuste – O salário mensal dos motoristas será de R$ 1,4 mil, sendo que eles recebiam R$ 1.279; o reajuste é de 9,6%. Já os cobradores deixam de receber R$ 784 para ter um salário de R$ 845. A nova proposta também inclui vale-alimentação de R$ 300 para as duas categorias, as quais recebiam R$ 286 de vale. Foram oito dias parados; quatro deles serão pagos pelas empresas e os outros quatro serão descontados das férias dos trabalhadores.



