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Nossa Casa vai continuar operando, garante presidente

Sem o convênio com Criciúma, instituição se voltará para outros municípios da região

Por Redação Engeplus

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Foto: Denis Luciano

Na Nossa Casa, a decisão da Prefeitura de romper o convênio de acolhida de menores causou perplexidade, a partir do argumento de economizar recursos públicos. “A Prefeitura gasta R$ 70 mil por mês para manter o Lar Azul, e diz que vai manter o Lar Rosa com R$ 30 mil. Quero entender essa matemática, até para aplicarmos aqui na Nossa Casa”, comenta a presidente da instituição, Isabel Feijó.

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Ela avalia que a entidade passará por dificuldades com o fim da parceria, mas garante que a Nossa Casa manterá suas operações. “Temos 17 anos já de bons serviços prestados. Já chegamos a negar crianças e adolescentes de outros municípios, agora vamos acolhe-los”, adianta. Atualmente, a instituição mantém parcerias com as prefeituras de Siderópolis e Forquilhinha e está em tratativas avançadas com Nova Veneza.

Um possível
enxugamento

“Talvez tenhamos, por enquanto, que reduzir a nossa equipe”, calcula Isabel. A Nossa Casa cuida, hoje, de 13 crianças, sendo dez de Criciúma, e três de outras cidades. Os cuidados são feitos por uma equipe de 22 profissionais e cinco voluntários. “Vamos perder cinco funcionários e dez crianças, continuaremos dando conta dos trabalhos”, assegura.

Nossa Casa
segue com a guarda

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A presidente antevê, porém, dificuldades para a abertura do Lar Rosa, a instituição que a Prefeitura está montando para acolher os menores que serão retirados da Nossa Casa. “Há uma série de requisitos que devem ser seguidos e não sabemos se os conselhos vão aprovar essa mudança”, avalia. Isabel reforça que a Nossa Casa só liberará as dez crianças com ordem judicial. “O juiz não liberou ainda. E as crianças estão sob nossa guarda, e só sairão daqui com a Guia de Desacolhimento emitida pela Justiça”, pondera.

Dívida será
cobrada

A Nossa Casa poderá, também, ir ao Judiciário contra a Prefeitura de Criciúma para cobrar os cerca de R$ 70 mil devidos, que se tornarão R$ 84 mil no próximo dia 7. “Esse dinheiro é devido não por um prefeito, mas pelo município, por um serviço que já foi prestado, e tem que ser pago. Vamos cobrar sim, nem que seja na Justiça”, informa a presidente.

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