Criciúma
Novas demissões homologadas no Sindicato dos Mineiros
Categoria realiza protestos e contabiliza prejuízo
Por Redação Engeplus
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Na manhã desta terça-feira, novas demissões são homologadas no Sindicato dos Mineiros de Forquilhinha. Segundo o presidente do sindicato, Fernando Nunes, os trabalhadores da Carbonífera Criciúma já entram no terceiro mês sem receber o salário.
“O FGTS não é depositado há 14 meses, e a mensalidade do sindicato é descontada do trabalhador mas não é repassada ao sindicato. Neste momento [9h30min], a sala de espera do sindicato está cheia de trabalhadores que foram demitidos”, afirmou. O número de demissões ainda não foi divulgado.
De acordo com Nunes, os acordos feitos pela carbonífera para pagamento dos acertos salariais também não foram cumpridos. “Temos, até agora, mais de 300 mineiros demitidos que não receberam a verba rescisória e 385 ainda trabalham na empresa sem receber o salário.”
Protestos
Na tarde dessa segunda-feira, um grupo de mineiros recebeu a informação de que diretores da carbonífera estavam na delegacia de Polícia Federal para renovar os passaportes. “Eles foram até o local para tirar satisfação sobre a situação”, destaca Nunes.
Ao longo dos últimos meses, a categoria tem promovido diversos tipos de campanha e protestos em Criciúma e região:
Mineiros da Carbonífera Criciúma retêm caminhões
Com peça teatral, mineiros cobram indenizações na praça
Sem perspectiva, mineiros pedem auxílio a comunidade
Ex-operários da Carbonífera Criciúma protestam
Espera
O sindicato aguarda, ainda, a decisão da Justiça do Trabalho que deve decidir pela recuperação judicial. A expectativa da decisão surgiu após uma audiência realizada com o juiz da 4ª Vara do Trabalho, Erno Blume, que prometeu proferir sentença em ação do Ministério Público do Trabalho que torna as demais carboníferas da cidade como “solidárias” com a “Criciúma”.



