Números que preocupam: a virada financeira do Criciúma
Dados foram expostos para os conselheiros

Por @mateusmastella
Em
O Criciúma era um time sem dívida. Era uma frase dita com muito orgulho pelo torcedor carvoeiro. Mas isso agora é passado. O presente é claro: no fim de 2025, o Tigre terminou com R$ 12 milhões de dívida.
“Ah, Mastella, e os R$ 25 milhões?” O Criciúma arrecadou R$ 56 milhões e gastou R$ 81 milhões, em 2025. Se não fosse o dinheiro em caixa, teria gasto ainda mais. Ou seja, tinha cerca de R$ 20 milhões na conta, consumiu quase tudo — restaram R$ 600 mil — e ainda empurrou R$ 6 milhões em despesas para pagamento futuro.
Somando a dívida de R$ 6 milhões de 2024 com mais R$ 6 milhões de 2025, chega-se aos R$ 12 milhões. E 2026? O documento mostra arrecadação de R$ 14 milhões e gastos de R$ 18 milhões. Com isso, somando aos R$ 12 milhões anteriores, a dívida já atinge R$ 16 milhões. Para tocar o caixa de 2026, pelo menos no início, o clube precisou pegar um empréstimo de R$ 5 milhões, com juros de 1.79%, que deve ser pago a partir de maio.
Desculpa se você não entendeu — estou até incrédulo escrevendo este texto. Uma coisa é certa, aquela frase do início já não existe mais: o Criciúma não é mais um time sem dívida.
E o que preocupa é o futuro: não dá para chegar ao fim do ano, com acesso ou não, e ver a dívida ultrapassar a casa dos R$ 20 milhões.
A direção atual contratou uma empresa para profissionalizar e diminuir os gastos atuais, que gira num déficit mensal de R$ 1,5 milhão. “A promessa é: nós vamos pagar tudo, independente se é nosso ou não. Mas não vamos pagar em 12 meses, mas em 36 meses”, relata o vice-presidente do clube, Matheus Benetton.
Ah, as contas foram aprovadas com ressalvas, mas isso, sinceramente, é a menor das notícias que poderíamos colocar.
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