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O Brasil enxuto e liberal do NOVO
Por Redação Engeplus
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Eles não aceitam fundo partidário, seus eleitos devolvem salários e enxugam gabinetes, prestam contas e possuem limites de reeleições, processo seletivo para candidatos e um rígido sistema interno de controle. Tudo isso no guarda-chuva de um partido que defende abertamente a privatização, o Estado mínimo e a livre iniciativa. É a síntese do NOVO, um dos mais jovens da cena eleitoral brasileira.
“Somos o único partido realmente liberal do Brasil”, define o estudante de Medicina Matheus Benedet, uma das lideranças do NOVO em Criciúma. “Defendemos um partido de convicções e ideias, e não feito por dinheiro”, acrescenta o engenheiro químico Gelson Philippi.
Homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em setembro de 2015, o NOVO estreou nas urnas em 2016 e com surpresas. Elegeu quatro vereadores em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre, sem usar um centavo de dinheiro público nas campanhas. “Pagamos mensalidade de R$ 28 ao mês”, conta o pastor evangélico Marcos Poletto, mais um dos engajados na causa. O NOVO tem direito a R$ 99 mil mensais do fundo federal. Como não usou, já conta com mais de R$ 2 milhões em uma conta. “Queremos doar, a Justiça Eleitoral não deixa. Tentamos devolver, não conseguimos”, revela Matheus.
Os planos para o ano que vem
Para 2018, o NOVO lançará candidatos a presidente da República, senadores e deputados federais. “Optamos por não concorrer para governos dos Estados, talvez com exceções, e deputados estaduais, pois queremos priorizar as pautas nacionais”, observa Marcos. Para ser candidato pelo NOVO, é necessário passar por um processo seletivo. “Há provas orais e teóricas, são quatro etapas. E quem é dirigente partidário não pode disputar a eleição”, revela Matheus. Detentor de mandato legislativo pode buscar no máximo uma reeleição pela sigla.

O Estado mínimo do NOVO
A defesa do Estado privatista, com cuidados apenas à saúde, educação e segurança pública, será o mote do NOVO nas eleições do ano que vem. “A iniciativa privada faz melhor”, reforça Gelson. Empresas como a Petrobrás devem, no pensamento do NOVO, sair da gestão federal. “Pagamos R$ 4 a gasolina. O petróleo nunca foi nem nunca será nosso”, salienta Matheus. Desburocratizar para permitir abertura de empresas e fomentar os programas sociais com viés no empreendedorismo e na liberdade futura dos seus beneficiados são outras metas do partido. “Defendemos o Bolsa Família, mas não como um aparelhamento, mas sim como um instrumento provisório de distribuição de renda”, completa Marcos.
Privatização é palavra de ordem
“Nós teremos a coragem de dizer que vamos privatizar”, brada Gelson. “Os outros partidos não tem coragem de fazer isso. Os presidentes que privatizaram no Brasil, fizeram para seus amigos, foi para inglês ver”, bate Matheus. Outra novidade que o NOVO propõe é a flexibilização do desconto compulsório de FGTS e INSS e o fim da contribuição sindical. “Quem quiser ajudar o sindicato, que ajude. E quem quiser deixar de pagar FGTS e INSS, que tenha a liberdade de administrar suas finanças como bem entende”, pondera Marcos.
Redução da carga tributária e enxugamento da máquina pública são outras bandeiras. “Os vereadores em Porto Alegre podem ter 16 assessores. Nosso vereador Felipe Camozzatto tem cinco, e todos selecionados e avalizados pelo partido”, conta Matheus. “E o vereador abriu mão de R$ 14 mil do salário e recebe apenas R$ 2 mil. O resto é devolvido aos cofres públicos”, relata Marcos. Em São Paulo, a vereadora Janaína Lima devolve as sobras do seu gabinete ao Executivo.
Partido terá candidatos em Criciúma
O NOVO está se preparando para lançar dois candidatos a deputado federal com base em Criciúma e no Sul do Estado, e oferecer um nome ao diretório estadual para disputar cadeira no Senado. Já há dois filiados sendo encaminhados ao processo seletivo, e outros dois seguirão o mesmo rumo em breve para poder submeter nomes às urnas sob o 30, o número do NOVO.
O partido ainda está organizado em Criciúma como um núcleo de apoio, e o diretório municipal será montado em 2018. As lideranças do NOVO reúnem-se duas vezes por mês para tratar da organização partidária. “É step by step”, resume Gelson. “Ou passo a passo”, traduz e completa Marcos, evidenciando o pensamento futuro do NOVO. “O Brasil sofre um vácuo de lideranças e falta de representatividade. Somos contra salvadores da pátria e a favor das pessoas, instituições e livre iniciativa”, completa Matheus.



