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O desafio de ser autônomo durante uma crise econômica

Criciumense deixou o emprego formal pouco antes da pandemia chegar ao Brasil

Por Jessica Rosso Crepaldi

4 min de leitura

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Foto: Divulgação

Pouco antes da pandemia de coronavírus chegar ao Brasil, Juliano de Lima, de 39 anos de idade, tomou uma decisão importante em sua vida profissional. Natural do Rio Grande do Sul, ele mora em Criciúma, no Estado de Santa Catarina, há 4 anos. É formado em Direito, mas estava trabalhando com carteira assinada em outra área, em uma empresa, na cidade em que vive. Há aproximadamente cinco meses, ele decidiu deixar o trabalho formal, (onde fazia 8 horas por dia, seis dias por semana), para trabalhar de forma autônoma, sem folga, porém fazendo seu próprio salário e sua rotina. Ele contou que tomou essa decisão em busca de um salário melhor.

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Num primeiro momento Lima teve uma grande desafio que foi aprender uma nova profissão, com a venda de produtos naturais, quebrando preconceitos internos para desenvolver o negócio. Ele buscou aprender a respeito de marketing digital, precisou buscar novos clientes, sendo que ele trabalhava com vendas, mas em outra área, e também parceiros de negócio. Só que além das dificuldades naturais dessa mudança que ele vinha passando nos primeiros meses do ano, veio também um problema de saúde pública que afetou o mundo inteiro, e tão logo chegou ao Brasil: o coronavírus (Covid-19). Segundo o empresário, a quarentena decretada em Santa Catarina por conta da pandemia sem dúvidas foi um problema.

"O pânico tomou conta das pessoas, e poucas pessoas queriam me receber mesmo usando máscara e luvas para apresentar o plano de negócio ou entregar meus produtos ou até de gastar fora do previsto do orçamento familiar, o medo do desemprego, de morrer pelo contágio do vírus, tira a razão de qualquer um de nós", contou Lima.

Após a liberação de alguns serviços essenciais nas últimas semanas, em Santa Catarina, o trabalhador disse que tem observado, que por exceção das escolas, as pessoas estão voltando as suas rotinas, porém com hábitos diferentes, como exemplo, uso de máscaras, mais atentas à sua saúde, e com cuidados muito maiores, lavando as mãos e utilizando o álcool gel. A liberação também trouxe melhoras nas vendas. "Tenho obtido resultados melhores com a distribuição dos meus produtos e também com a possibilidade de mostrar uma oportunidade de renda extra que o negócio que exerço hoje me proporciona", disse.

Uma oportunidade em meio a uma crise econômica

Em meio a uma crise econômica produtos para saúde estão em alta. Segundo o empresário as pessoas tem procurado fortalecer o sistema imunológico, por medo do contágio. Lima vende produtos naturais importados que podem ser um ótimo recurso para aqueles que desejam aumentar a sua imunidade. "São produtos completos para a saúde. Costumo dizer que ainda pensamos que nossa saúde é despesa e não investimento", explica. A procura tem sido mais pela Vitamina C, e geleia real.

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Além disso trabalha com gestão de pessoas e desenvolvimento de equipes. Ele está aproveitando esse momento para divulgar ainda mais para as pessoas a possibilidade de renda extra, de ter uma nova profissão, de desenvolver seu próprio negócio com custo muito baixo de investimento inicial.

Ainda muito longe do necessário

Mesmo com essa melhora que tem acontecido aos poucos nas últimas semanas, Lima disse que ainda está muito longe do que ele precisa para manter a família. A esposa, que também é autônoma, trabalha com limpeza de pele. Os dois moram de aluguel com as três filhas.

Mesmo antes da pandemia, o desafio de ser autônomo

"Em nosso país mesmo antes da pandemia já é um desafio grande trabalharmos como autônomo. Após a quarentena o desafio ficou gigante", ressaltou. Lima aproveita o momento em que o foco está na Saúde para conscientizar mais as pessoas de que "nosso bem maior é nossa saúde, da importância que têm,cuidá-la, preservá-la. Parece óbvio, e todos sabemos que sem saúde não podemos fazer nada, mas é preciso uma pandemia para de fato estarmos mais atento à ela".

Ele disse ainda que vê uma grande possibilidade de mudança nos negócios, "tenho plano de carreira na empresa, vitalício e hereditário. Altos bônus, viagens nacionais e internacionais. Aprendi a acreditar em mim mesmo e em meus sonhos, quebrei preconceitos dentro de mim, abri minha mente para uma nova profissão e hoje, meu trabalho é encontrar outras pessoas que queiram fazer o mesmo, levando saúde as pessoas e a possibilidade de ser dono do seu próprio negócio", afirmou.

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