Alta procura por supermercados no início da pandemia do coronavírus impulsionou vendas no setor

Crescimento em março de 2020 foi de 13,98% em relação ao mês de fevereiro deste ano

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Alta procura por supermercados no início da pandemia do coronavírus impulsionou vendas no setor
Foto: Arquivo/Portal Engeplus

Enquanto algumas atividades econômicas enfrentam dificuldades em meio a pandemia do coronavírus, os supermercados fazem o caminho inverso em Santa Catarina. Um estudo divulgado pela Associação Catarinense dos Supermercados (Acats) apontou que as vendas no setor tiveram crescimento de 13,98% no mês de março de 2020 – quando iniciou o isolamento social – em relação a fevereiro deste ano.

Em comparação a março de 2019, a elevação nas vendas foi de 8,62%. Um fato explica o resultado positivo. Além do setor se encaixar no grupo de serviços essenciais, mantendo-se constantemente em funcionamento, a ida desenfreada de consumidores aos supermercados logo no início da pandemia colaborou com a subida na curva de vendas.

O presidente da Acats, Paulo Cesar Lopes, vê o crescimento positivo, mas alerta que os resultados se deram por conta de uma sazonalidade, influenciada pela Covid-19. “Ninguém em sã consciência desejava um panorama desses, mas é preciso salientar também que o setor supermercadista catarinense honrou seu papel como segmento essencial à economia”, destacou.

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O cenário fica ainda mais positivos para os supermercados quando são avaliados os números obtidos no primeiro trimestre de 2020. Neste período, a elevação das vendas chegou a 5,08%, superando a casa dos 5%, o que não acontecia desde fevereiro de 2015.

“Os varejos permaneceram abastecidos e em pleno atendimento, dentro das restrições impostas pelo governo. Todas as recomendações sanitárias foram respeitadas com extremo zelo, as equipes de profissionais tiveram e estão tendo comportamento exemplar, porque estão diariamente expostas aos riscos de possíveis contágios. Lideranças do setor se posicionaram em relação a situações de reajustes não justificados de preços e em defesa dos consumidores”, enumerou o presidente da Acats para explicar os bons resultados mesmo em tempos de pandemia.

Variação nas vendas de Páscoa

Já as vendas do período de Páscoa apresentaram variação. Das redes supermercadistas pesquisadas pela Acats 23,5% indicaram vendas positivas para produtos de Páscoa (+11% na média), enquanto 41% registraram resultado negativo na campanha em relação a 2019 (-13% na média). Um contingente de empresas correspondente a 35,5% registrou que o resultado ficou praticamente o mesmo que em 2019.

A Acats analisa que a motivação das famílias na comemoração da data foi menor neste ano, afetada pela pandemia, o que impactou nas vendas. O dia do feriado também não foi dos melhores. Ao cair, no primeiro final de semana de abril posterior ao recebimento do salário de março (quinto dia útil do mês subsequente), as vendas de chocolates foram afetadas pelo efeito “rancho abastecedor do mês”. A compra de itens básicos e essenciais das cestas de alimentação, higiene e limpeza tiveram maior peso em relação aos produtos da Páscoa.

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