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Criciúma

O futuro da indústria química em debate

ACIC sedia discussões importantes sobre um segmento que encara desafios para crescer

Por Redação Engeplus

2 min de leitura

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Foto: Divulgação

As grandes discussões da indústria química brasileira tiveram lugar nesta terça-feira no auditório Jayme Zanatta da ACIC (Associação Empresarial de Criciúma), no II Fórum da Indústria Química, realizado pelo sindicato que reúne os empresários do segmento na região.

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“Educação, segurança, economia e sustentabilidade estão no nosso eixo de ação”, avaliou o empresário Edilson Zanatta, presidente do sindicato. “Reunimos as empresas e instituições de ensino para fortalecer esse elo com Satc, Unesc, Senai, Unisul, Cedup, Colégio Maximiliano Gaidzinski e outros importantes agentes de formação da mão de obra”, comentou.

As projeções do
presidente nacional

Uma das grandes atrações do evento foi a presença do presidente da Associação Brasileira das Indústrias Químicas (Abiquim), Fernando Figueiredo. Em palestra, ele apontou os entraves para o avanço do setor. “Precisamos equacionar o problema da matéria prima no Brasil”, apontou, citando o alto custo da nafta e do gás como itens que emperram o desenvolvimento. “A nafta no Brasil custa 102% da Europa, que é a mais cara, e o nosso gás é três vezes mais caro que o americano”, apontou. O tema será tratado nos próximos dias, em audiência com o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra.

O presidente da Abiquim citou, por outro lado, três tópicos importantes que sinalizam para evolução das indústrias químicas brasileiras. “Entregamos ao governo um estudo das necessidades logísticas, e estamos otimistas para uma melhoria nos próximos dez anos”, mencionou. “A pesquisa e desenvolvimento e a formação de mão de obra qualificada também andam muito bem”, elogiou.

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Nos EUA,
feita a diferença

Figueiredo lembrou o papel preponderante que as indústrias do setor químico poderão significar para impulsionar a economia do Brasil. “Nos Estados Unidos, o setor foi fundamental no salto econômico das últimas décadas. No Brasil, brigamos com o governo por falta de gás natural, pois há cinco anos éramos 22 emprestas com essa matéria prima, hoje somos 13 e em cinco anos cairemos ainda mais se nada for feito”, projetou.

O presidente finalizou registrando uma referência especial para o sul catarinense. “As indústrias químicas de Criciúma e região resumem essa importância estratégica que o nosso segmento tem, com muita força e competitividade. Mas podemos evoluir ainda mais”, arrematou.

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