O Natal
O Natal do crédito
Por Redação Engeplus
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O Natal de 2011 promete ser um dos menos aquecidos dos últimos tempos. As reduções da taxa básica de juros, do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para financiamentos e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em eletrodomésticos esperam aquecer a economia às vésperas de mais uma data festiva. Empresários e comerciantes preparam-se para receber os clientes em busca de compras, em sua maioria, por meio de crediário e de cartão de crédito. A comerciante Dulcinéia Rosso, proprietária de uma loja de brinquedos, instalou uma máquina para compras com cartão de crédito. “Eu não tinha e muitos clientes pediam. Só nessas primeiras semanas de Natal já fiz mais vendas com cartão do que com dinheiro”, constata ela.
Não é preciso andar muito no Centro de Criciúma para perceber que as lojas anunciam compras no crediário ou no cartão de crédito parceladas em diversas vezes. Além dos grandes magazines, outras lojas, de menor porte, também aderiram ao parcelamento de vendas de final de ano. Para o economista Enio Coan, os reflexos da redução das taxas deve ser sentido só em 2012. “É muito recente, poderemos ter um impacto somente nos primeiros meses do próximo ano. A intenção do Governo é aumentar as vendas de Natal, mas não deve surtir o efeito esperado”, destaca ele.
De acordo com o economista, a expectativa dos lojistas de aumento de 6% nas vendas é otimista. “O temor do Governo é que as vendas não aconteçam como o esperado e os pedidos não cheguem até o Natal, o que pode aumentar o índice de desemprego já no início de 2012 em empresas de eletrodomésticos e veículos”, explica Enio Coan.
É importante que, apesar do excesso de crédito, a população saiba programar seus gastos e não comprometa suas economias do começo de ano. “Início de ano tem diversos impostos e compras, o planejamento é fundamental”, conclui o economista.



