Avaliação
O que deu errado no governo de Salvaro? Ele mesmo respondeu após oito anos comandando Criciúma
Chefe do Poder Executivo criciumense não escondeu sua opinião sobre a cidade
Por Rafaela Custódio
3 min de leitura

A cidade de Criciúma não será mais comandada por Clésio Salvaro (PSD) a partir de janeiro de 2025. Nos últimos oito anos, ele liderou o Poder Executivo criciumense, porém, o município será administrado pelos próximos anos por Vagner Espíndola (PSD). Apesar de estar no Paço Municipal há 96 meses, Salvaro avaliou sua gestão e destacou pontos positivos e negativos.
O prefeito lamentou não ter conseguido resolver uma questão. “As casas do Exército da Praça do Congresso, sem dúvida. Lamento profundamente não ter resolvido esse caso. Aquelas casas não estão no nível que deixamos a cidade. Elas puxam a régua para baixo. Aquelas casas são uma vergonha para a cidade de Criciúma, sendo o governo federal o proprietário legítimo daquelas casas”, afirmou.
Salvaro ressaltou que foram pedidos R$ 25 milhões pelas casas. “Aquilo foi algo que eu lamento não ter conseguido. Não porque tenha faltado vontade, mas pediram R$ 25 milhões, um valor totalmente fora da realidade. E eu lamento não ter conseguido resolver esta questão. Nós resolvemos alguns problemas que eram dos bens da União, como o Centro Cultural Jorge Zanatta. Resolvemos o problema do prédio do antigo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que virou hoje uma das melhores Unidades Básicas de Saúde (UBS), que atende a uma população de quase 30 mil habitantes. Mas, no que diz respeito às casas do Exército, eu saio frustrado por não resolver. Acho que foi o que eu não consegui resolver”, destacou. O prefeito garantiu que sonhava em construir um Stonehenge em Criciúma. “Também era na busca do turismo e do conhecimento. Acho que fiquei devendo”, comentou.
Obra que mais agradou?
Em oito anos de governo, Salvaro afirmou que a obra que mais lhe agradou foi a do canal auxiliar. “Sem dúvida alguma, foi o desassoreamento e o canal auxiliar. Toda vez que chove forte, eu fico pensando e se não tivesse o canal auxiliar? Onde estariam os nossos comerciantes? Então foi a obra que mais marcou, o canal auxiliar e o desassoreamento. Isso é uma questão de segurança para a cidade. Já tem quase três anos que nós não tivemos mais nenhum ponto de alagamento da cidade. Foi desassoreado o Rio dos Anjos, o Rio das Antas, o Rio Sangão. Foi feito o canal auxiliar, que é uma obra ainda em andamento”, frisou.
O que desagradou Salvaro?
O chefe do Poder Executivo de Criciúma garantiu que a licitação da Central Funerária foi o que mais lhe desagradou no governo, o que resultou em uma investigação da Polícia Civil. “Se fosse fazer uma avaliação por tudo que passei, eu poderia dizer o seguinte: ‘A Central Funerária, talvez’, mas pela minha cidade eu faria tudo de novo. Porque eu sei que o que fizemos foi o melhor para o cidadão. Procure ver em outras cidades como funciona. Então, ela me desagradou pelo fato, mas a obra também é importante. O que me trouxe consequências desagradáveis – eu mudaria o termo – foi exatamente a questão da licitação das funerárias. Mas eu reafirmo: ‘pela minha cidade eu faria tudo novamente’”, comentou.
Obra e economia
Para Salvaro, o Parque Tecnológico Leonardo Da Vinci, mudará a matriz econômica do município. “Esta área que adquirimos dá-se a criação de uma área de 60 mil metros quadrados. Para mim isso aí vai ser o ponto fundamental. O Vagner Espíndola tem este compromisso até porque ele participou desde o início da aquisição deste imóvel, do projeto. As bases para fazer a concessão da área e o plano de negócios estão prontos. Então, isto vai mudar de forma significativa a matriz econômica da nossa região”, pontuou.



