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O setor carbonífero e as projeções para 2018
Presidente da ABCM, Fernando Zancan, avalia o ano e fala sobre as perspectivas do setor
Por Redação Engeplus
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O ano de 2018 traz boas expectativas para o setor carbonífero do país. O presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Fernando Luiz Zancan, acredita que o trabalho realizado em 2017 deve dar frutos no próximo ano. Segundo ele, uma série de reuniões e articulações entre o setor e o governo estadual e federal, ampliaram a discussão sobre a importância do carvão e sobre a necessidade de se desenvolver políticas públicas.
"Temos uma projeção de que ainda no primeiro quadrimestre do próximo ano, tenhamos definida uma política industrial do setor carbonífero em Santa Catarina. A mudança deve atrair novos investidores e traçar uma modernização no estado”, contou.
Zancan reforçou, ainda, o potencial carbonífero da região. “Há muito o que se explorar em relação ao carvão, principalmente no Sul do país. Mas é importante que haja modernização, para que as empresas não fiquem obsoletas”.
Um novo carvão
O presidente da ABCM lembrou da dificuldade em se falar do carvão, sem que se levante um impasse ambiental sobre o tema. Mas, segundo ele, é possível trabalhar o setor carbonífero sem causar grandes impactos. “Muito se fala sobre os problemas que o carvão pode causar. Mas hoje já existem formas de evitar a poluição, como o que estudamos, por exemplo, no laboratório de captura de CO², no Siecesc”, completou.
Além disso, Zancan destaca os pontos positivos na indústria do carvão. Hoje, no Brasil, 100% das jazidas de carvão conhecidas estão na região Sul, sendo que 90% delas ficam no Rio Grande do Sul. Vale lembrar, ainda, que nos três estados da região Sul do país, a cadeia termelétrica gera em torno de 53 mil empregos diretos e indiretos e movimenta cerca de R$ 12 bilhões a cada ano.
Satc e as projeções para 2018
Em sua visita à Redação do Portal Engeplus, Zancan também traçou uma perspectiva para o próximo ano na Satc, onde é diretor executivo. Segundo ele, todos os níveis de aprendizado da instituição, desde o Ensino Infantil até a Faculdade, passam por mudanças que buscam preparar cada vez mais o aluno para o mercado de trabalho. “Como educadores, precisamos estar a frente, pensar no futuro, e por isso queremos preparar os alunos para as mudanças que vem acontecendo no mundo”, ressaltou.
Entre essas mudanças, Zancan destacou a inclusão da disciplina de inglês para as turmas de nono ano e de Ensino Médio. “Será uma inserção gradativa, até alcançarmos todas as turmas desde o primeiro ano. O método de ensino também é diferente, com o intuito de formar um cidadão bilíngue ao término do Ensino Médio”, explicou.
Outra mudança, segundo ele, é a modernização do ensino, com o desenvolvimento de novas tecnologias e da lógica já inseridos em sala de aula, a partir dos cinco anos.



