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Obra de shopping ainda emperrada por questões ambientais

Em coletiva, presidente do grupo empreendedor diz que obra depende da liberação da Licença Ambiental de Implantação (LAI)

Por Redação Engeplus

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Foto: Divulgação Grupo Almeida Junior

Nesta quarta-feira, em entrevista coletiva concedida em Florianópolis à imprensa, o presidente do Grupo Almeida Junior, Jaimes Almeida Junior, apresentou o novo projeto do Nações Shopping, empreendimento que o grupo pretende construir na região do bairro Próspera, na rodovia Jorge Elias De Luca, em Criciúma. No entanto, a obra do shopping foi interrompida por conta de irregularidades ambientais apontadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e a Fundação do Meio Ambiente de Criciúma (Famcri), o que também foi tema da entrevista.

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De acordo com o empresário, o projeto do empreendimento foi atualizado de acordo com o novo Plano Diretor da cidade, a fim de incluir as adequações exigidas pelos órgão oficiais. Também foram realizados estudos de impacto ambiental e de vizinhança. "Tudo o que foi exigido pela Famcri, nós entregamos. Todos os estudos foram feitos e entregues ao município. Hoje, para começarmos a obra, dependemos somente da liberação da Licença Ambiental de Implantação (LAI) e de uma última aprovação do prefeito. Assim que isso acontecer, estaremos prontos para lançar a pedra fundamental e iniciar a construção".

Conforme o chefe do Executivo, Márcio Búrigo, a liberação da licença está diretamente ligada aos entendimentos do Ministério Público Estadual e da Famcri. Ele acrescenta que a obra está temporariamente suspensa por recomendação do MPSC, o que foi acatado pela Fundação. Em contraponto, o prefeito afirma que o município não é contrário à construção de nenhum empreendimento em Criciúma, desde que tudo esteja em conformidade com a lei.

Um profissional do Grupo Almeida Junior veio à cidade no início desta semana e esteve reunido com técnicos da Famcri. De acordo com o presidente da Fundação, Gelson Fernandes, a empresa entregou alguns laudos e fez sua defesa em relação ao embargo da obra. Tudo isso será analisado pelos fiscais da Famcri até o fim desta semana; eles também devem marcar uma reunião com o MPSC.

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O promotor de Justiça Luiz Fernando Góes Ulysséa explica que, no entendimento do Ministério Público Estadual, existem indícios de um curso de água canalizado indevidamente dentro da área do empreendimento. "Essa informação chegou por meio de uma denúncia anônima e foi aberto um inquérito civil público. Um levantamento preliminar da Famcri foi positivo para esse indicativo, por isso a obra foi suspensa logo no início", destaca. Ulysséa ressalta que, "agora, o próprio empreendedor ficou de apresentar informações para provar que tal irregularidade não existe, mas por enquanto não recebemos nenhum dado novo. Se essa documentação chegar, nosso papel é analisá-la e verificar a veracidade dos fatos, checar se os estudos conferem com a realidade da área".

Nações Shopping - O projeto do empreendimento foi elaborado para uma área de 77 mil metros quadrados, cujo investimento é de cerca de R$ 250 milhões. O total de área construída chega a 90 mil metros quadrados, mais 36,5 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL). O espaço deve contar com mais de 150 lojas, além de restaurantes, praça de alimentação, cinemas e espaço para crianças. Em torno de 2,5 mil empregos diretos podem ser gerados. Caso seja iniciada ainda em março ou abril deste ano, a previsão de conclusão da obra é para novembro de 2015.

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