Criciúma
Operação Caronte: vereador é afastado da Câmara de Criciúma por descumprir cautelares
Paulo Cesar Padilha estava há três meses no legislativo
Por Laura Bazzei
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O vereador Paulo Cesar Padilha, o Paulo da Farmácia (União), foi afastado da Câmara Municipal de Criciúma por descumprir medidas cautelares da Operação Caronte, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pelo Grupo Especial Anticorrupção (Geac) apura crimes de organização criminosa, fraudes licitatórias e contratuais, corrupções, crimes contra a ordem econômica e economia popular envolvendo a concessão de serviço funerário na cidade de Criciúma.
Padilha assumiu a cadeira de Daniel Antunes (União), que foi afastado durante as investigações da Operação Caronte, sendo que agentes cumpriram mandado de busca e apreensão em seu gabinete no dia 5 de agosto desse ano.
“Não sei qual o real motivo do afastamento. O meu advogado está buscando informações. Eu acredito, mas não temos certeza, que tenha sido em função de uma ida minha à Prefeitura de Criciúma, onde estive no gabinete da Secretaria de Infraestrutura, Planejamento e Mobilidade Urbana e possa ter quebrado as medidas cautelares, já que sou testemunha do processo”, comentou Padinha em entrevista ao Portal Engeplus.
Durante os 90 dias de atuação na Câmara, Padilha teve 64 proposições aprovadas. Com a saída do vereador, o suplente Hulk, que recebeu 735 votos nas eleições de 2020 assume a cadeira.



