Corrupção
Operação Vale do Silício prende dois empresários em Sangão; Justiça decreta afastamento de servidor
Investigação apura dezenas de fraudes em licitações que movimentaram mais de R$ 2 milhões
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Dois empresários de Sangão foram presos na manhã desta segunda-feira, dia 2, alvos da operação ‘Vale do Silício’ - desencadeada pela 2ª Delegacia Especializada no Combate à Corrupção (Decor) da Polícia Civil catarinense. A investigação, iniciada há cerca de nove meses, apura dezenas de fraudes em licitações, além de compras ilícitas de equipamentos e serviços de informática pela prefeitura.
Foram cumpridos nesta manhã cinco mandados de busca e apreensão e os empresários foram detidos em cumprimento de mandados de prisão temporária. “As contratações a partir do ano de 2013 somam mais de R$ 2,2 milhões em pouco mais de oito anos, volume que motivou o nome da operação em alusão à região norte americana que é referência mundial no ramo de informática”, justificou a Polícia Civil.
A Justiça decretou ainda o afastamento temporário de um servidor público e a suspensão dos contratos vigentes das empresas envolvidas Também foi efetuado o bloqueio de R$ 1,1 milhão em bens e valores. “As investigações continuam para elucidar os fatos e identificar outros envolvidos”, afirma a Polícia Civil.
A operação contou com o apoio do Instituto Geral de Perícias (IGP), de policiais civis da Divisão de Investigação Criminal e da Delegacia de Delitos de Trânsito e Divisão de Crimes Ambientais (DTCA) de Tubarão.
Operação "Sargento Vitto"
Também nesta manhã o Grupo Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu três mandados de busca e apreensão no município de Sangão, em desdobramento da Operação "Sargento Vitto". Foram apreendidos documentos, telefones celulares e notebooks.
Os mandados foram emitidos pelo juiz da 2ª Vara de Jaguaruna em decorrência de procedimento de investigação criminal que tramita perante a 1ª Promotoria de Justiça de Jaguaruna, no qual se apura crimes de corrupção, peculato-desvio e fraudes licitatórias ocorridos no período de 2017-2020. Os crimes envolvem agentes públicos e particulares relacionados à contratação e execução do serviço de transporte escolar.
A Operação do Gaeco foi batizada de "Sargento Vitto" em homenagem ao 3º Sargento Marcos Antônio Vitto, integrante do grupo regional do Gaeco em Criciúma, que participou ativamente das investigações e há mais de um ano faleceu em serviço. No decorrer de tal operação, apurou-se crimes cometidos em detrimento do erário de Sangão.



