Por Nei Manique - neimanique@engeplus.com.br
EmTúmulo, museu e até uma instituição focada na preservação do patrimônio histórico e cultural mantêm viva entre os habitantes de Orleans a curta permanência do padre italiano Vittorio Emanuele Pozzo no início do século passado.
Natural de Butigliera D’Asti, região do Piemonte, ele chegou ao Brasil em dezembro de 1900 e faleceu em fevereiro de 1902. Sua morte, considerada um mistério por décadas, só seria esclarecida pelo depoimento de um imigrante polonês gravemente enfermo.
A caminho da comunidade de São João Batista, em Grão Pará, o religioso parou para nadar no Rio Pequeno. Por brincadeira, um garoto de origem polonesa arremessou uma pedra para assustá-lo. Atingido na cabeça, o padre desmaiou e pereceu afogado à margem.
Atualmente, a comunidade de Rio Pinheiros Alto preserva tanto o túmulo do religioso como grande parte de seus utensílios, organizados num museu pelo Instituto Cultural Padre Vittorio Pozzo. Fundada em 2001, a entidade atua no desenvolvimento sócio-econômico da região, explica o presidente Jucely Lottin, realizando pesquisas genealógicas e incentivando a preservação do patrimônio histórico e cultural.
(Colaboração/foto: Marcelo Nitschke / Orleans)


































