Impasse
Pagamento de reajuste salarial de professores municipais segue sem acordo
Sindicato irá negociar com cada prefeitura o aumento de 13.01% nos salários dos profissionais
Por Redação Engeplus
2 min de leitura

Não houve um acordo coletivo entre os professores municipais e os prefeitos das seis cidades da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), que são representados pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Criciúma e Região (Siserp). Depois de quase duas horas de reunião na sede da Amrec, as partes definiram que debates serão realizados em cada município, iniciando por Criciúma nesta quinta-feira, dia 9.
De acordo com a presidente do Siserp, Bárbara Teixeira, a categoria não vai abrir mão de que cada professor receba os 13.01% de reajuste, que deveria estar sendo pago desde janeiro deste ano. No dia 2 de março o sindicato esteve na prefeitura de Criciúma para lembrar o prefeito, Márcio Búrigo, e a secretaria de Educação que o valor deveria ser pago.
São representados pelo Siserp as cidades de Criciúma, Nova Veneza, Siderópolis, Treviso, Cocal do Sul e Urussanga, que foi o único município que anunciou o pagamento do reajuste no fim do mês de março.
Em Balneário Rincão e Içara as negociações também estão encaminhadas para esta semana na quinta-feira e sexta-feira, respectivamente. Em Forquilhinha, na sexta-feira, já está agendada uma rodada de negociação.
Ainda conforme Bárbara, os professores da região estão indo à mesa de negociações para definir quando as administrações começam a repassar o reajuste aos salários dos professores e não reivindicando o direito. “A categoria está mobilizada, pronta para a luta e se precisar, em última instância, vai à greve”, disse.
Conforme o presidente da Amrec e prefeito de Treviso, João Reus Rossi, o Juca, a reunião dessa terça-feira ocorreu de forma positiva. “O sindicato compreendeu que não existiu nenhum pacto de maldade, o que aconteceu foi um mal entendido. O sindicato vai procurar todos os municípios, respeitando a individualidade e a realidade de cada cidade”, comenta.
Protesto - Como sinal de protesto todos os professores das redes municipais devem passar a usar uma faixa preta no braço, em sinal de luto pela situação criada pelos prefeitos municipais.
Colaboração: Comunicação Siserp - Antornio Rozeng/Comunicação Amrec



