Para equilibrar
Para equilibrar as contas do município, mais de 200 pessoas são demitidas da prefeitura de Criciúma
Os baixos rendimentos da prefeitura obrigou o prefeito a enxugar a máquina municipal
Por Redação Engeplus
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Após indefinições jurídicas e duas eleições ao Executivo criciumense, o novo prefeito da maior cidade do Sul de Santa Catarina, Márcio Búrigo (PP), começa a fazer suas adequações na prefeitura de Criciúma. Estima-se que durante esta semana cerca de 240 servidores foram demitidos do Paço Municipal. Conforme o prefeito, "essa é a tarefa mais árdua que um administrador pode fazer, ou seja, manter o equilíbrio das contas da prefeitura através de demissões".
Búrigo explica que nos últimos meses o município não teve retorno de impostos federais, o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) diminuiu, o recurso para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) também caiu. Nos últimos três meses, a prefeitura deixou de ganhar R$ 3 milhões para a Educação. Portanto, os baixos rendimentos da prefeitura obrigaram o prefeito enxugar a máquina municipal, tendo como meta o equilíbrio das contas.
“Tivemos que tomar essas medidas para que pudéssemos equilibrar as contas da prefeitura. Estávamos nos encaminhando para um perigoso cenário”, pontua. Segundo Búrigo, a prefeitura iria sofrer consequências em um futuro próximo. “Poderíamos não ter dinheiro para pagar a folha de pagamento dos funcionários ou não ter receita para as despesas da prefeitura”, salienta.
“Não escolhemos pessoas, mas sim tomamos as decisões com base nos índices de redução de despesas. Para diminuir as despesas, a prefeitura também reduziu outros gastos”, destaca o prefeito. Conforme a secretária do Governo, Dalvânia Cardoso, as demissões fazem parte de um ajuste interno e financeiro. “Essas medidas são uma adequação interna, é um complicado tratar essas questões, pois gera uma instabilidade no Paço, mas as exonerações aconteceram em várias pastas”.



