Criciúma
Para os organizadores, oito a dez mil na greve geral
Por Redação Engeplus
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Cautelosa nas projeções, a Polícia Militar ainda não oficializou um cálculo de quantos engrossaram a greve geral na passeata desta sexta-feira em Criciúma. Para os organizadores, dois mil arrancaram com a passeata no Pinheirinho e a aglomeração chegou a até oito a dez mil pessoas na praça Nereu Ramos. “A praça estava tomada, uma multidão aqui”, calcula o sindicalista Edegar Generoso. “No geral, foi um movimento pacífico e que atingiu seus objetivos de alertar a população contra as reformas que atacam os trabalhadores”, acentua.
Mas alguns conflitos foram registrados durante os protestos, no instante em que manifestantes se depararam com uma loja e agências bancárias abertas. “Nada muito grave”, define o tenente coronel Evandro Fraga, comandante do Batalhão de Polícia Militar.
“Orientamos lojistas a fechar as portas assim que o grupo de grevistas passasse, mas nem todos atenderam isso”, explica Fraga. “Por isso, houve bancos fechados pela insistência, e algumas lojas também”, detalha. Nestes casos, ocorreram instantes de bate boca. “Houve sim agressões verbais”, confirma o comandante.

Em uma loja de calçados, o momento de maior tensão. “A Constituição diz que todos tem o direito de ir e vir. Da mesma forma que quem protesta podia ir às ruas, quem quisesse trabalhar deveria ser respeitado”, reclama o presidente da CDL. “Eles não podem obrigar lojista, entrar e invadir. Onde está a liberdade de todos? Não é assim que se faz”, completa Gelson Phillippi.
Ele citou que nesta loja, na rua Rui Barbosa, caixas de sapato foram jogadas no chão. O líder dos lojistas procurou sindicalistas que encabeçavam o movimento, na praça Nereu Ramos, para reforçar a queixa. “Quem perdeu foi o comerciante, foi a única loja que ficou aberta no Centro, o que eles ganharam com isso? Não venderam nada e, de quebra, fizemos todos um pacto de nunca mais comprar ali”, revela Generoso.

Quando o movimento se dispersou, por volta das 14h30min, uma parcela das lojas já havia sido reaberta, mas o público consumidor era reduzido na área central. Poucos passavam com sacolas e muitas lojas mantinham suas portas fechadas, no aguardo da normalidade. Já os bancos nem reabriram. “Não havia como, abrir banco às duas e meia da tarde nem faz sentido”, informa Generoso, que é do ramo. Durante o protesto, usuários da rede foram orientados a procurar cidades vizinhas a Criciúma, onde as agências em sua maioria permaneceram abertas.



