Paredão restaurado a partir de março

Por Texto/fotos: Lene De Costa - lenedecosta@engeplus.com.br

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O estado de degradação e abandono das Esculturas do Paredão de Orleans, importante acervo artístico e cultural da região, vai ficar, em breve, só na memória e fotos dos atuais visitantes.

Um projeto elaborado em conjunto pelo Instituto Francesco Zomer (FZ), Instituto Cultural Pe. Vittorio Pozzo e prefeitura deve se desenrolar nos próximos dias e viabilizar, a partir de março, a restauração das esculturas. A previsão é do vice-presidente do FZ, Admir Roberto Rons.

No último final de semana, a reclamação dos turistas em frente ao paredão era a mesma: além da falta de cuidados com o local, não há nenhuma indicação sobre o artista ou o histórico da obra. Problema que, de acordo com o conservador e restaurador Idemar Ghizzo e o pesquisador do FZ, Marcelo Lole, também será solucionado.

“Queremos oferecer à comunidade e aos muitos turistas que por ali passam a oportunidade de poder admirar uma obra em um espaço artístico cultural, com suficiente segurança e com uma museografia dotada de informações para o deslumbramento da obra”, destaca Ghizzo.

De acordo com os profissionais, são vários os fatores responsáveis pela atual condição da obra. O local está infestado de fungos, liquens e algas, foram feitas intervenções inadequadas para construir próximo ao local, a iluminação é imprópria, a umidade é intensa e ainda é preciso lidar com o vandalismo.

As esculturas estão sob a responsabilidade da Fundação Educacional Barriga Verde de Orleans e os recursos para a restauração virão da lei de incentivo à cultura do Estado.

“Essa importante obra merece apreço e valorização como patrimônio material de Santa Catarina. Esperamos que futuramente seja realizado não só sua restauração, mas, também a finalização conforme seu projeto artístico original”, destaca Ghizzo.

As Esculturas do Paredão foram esculpidas em alto relevo nas rochas pelo artista orleanense José Fernandes, o Zé Diabo, e ilustram cenas religiosas. Trabalho de oito anos que não se estendeu por falta de incentivo financeiro, deixando inacabados alguns dos painéis. Dos 20 previstos no projeto inicial, apenas nove foram concluídos.

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