Bolha tributária
Pesadinho circula pelas ruas de Criciúma neste sábado
Ação, liderada pela Fecomércio SC, acontece na Praça Nereu Ramos
Por Redação Engeplus
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Quem circular pelo centro de Criciúma na manhã deste sábado pode se deparar com um cidadão envolto em uma bolha de impostos e taxas, visivelmente cansado de carregar este fardo. O “Pesadinho”, que ganha às ruas pela primeira vez em Santa Catarina, é protagonista da campanha ‘Já está pesado demais’, liderada pela Fecomércio SC.
O QG do personagem será em frente à Casa da Cultura, na Praça Nereu Ramos, das 8 horas às 12 horas. Durante a tarde, a abordagem será no calçadão em Araranguá, no Dia Mais, também na véspera do Dia das Mães. O objetivo da ação é conscientizar a população sobre os impactos da possível recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) e da pesada carga tributária em geral paga pelos brasileiros - a lista já chega a 92 tributos em vigor, que representam quase 40 % do PIB do país.
A população também pode participar da campanha usando a #cpmfnaoda nas redes sociais e por meio do site cpmfnaoda.com.br, disponibilizado no Canal de Articulação da Fecomércio SC para intermediar o contato do catarinense com sua base política. Ao assinar a campanha, o e-mail do usuário é encaminhado à bancada catarinense, governador do Estado e a presidente Dilma Rousseff.
Combate histórico
A Federação e os sindicatos patronais são historicamente contrários ao aumento da carga tributária, posicionamento também adotado publicamente pelo Governador Raimundo Colombo e o Secretário da Fazenda, Antônio Gavazzoni. Só em Santa Catarina, a CPMF poderá retirar R$ 1,3 bilhão da economia, se aprovada com a alíquota de 0,2%.
O efeito da CPMF é especialmente prejudicial ao comércio e aos serviços que se encontram na ponta das cadeias produtivas. Por incidir sobre todas as movimentações, desde a compra do trigo até o pãozinho na padaria, deve afetar os preços para o consumidor final. Como a cobrança está incorporado aos custos de produção, não pode ser desonerada. Por fim, também representa uma dupla tributação, já que o recolhimento de qualquer outro tributo embute a sua cobrança.
( Colaboração: Comunicação Fecomércio/SC )



