Pescadores torcem por inclusão do Sul de SC em portaria que pode definir cota extra de 370 toneladas de tainha
Ministério da Pesca e Aquicultura sinalizou aumento da quantidade apenas para o Norte

Pescadores da Colônia Z-33 de Balneário Rincão estão na expectativa da portaria que confirmará a ampliação cota da pesca da tainha para a modalidade arrasto de praia. Nessa terça-feira, dia 9, o Ministério de Pesca e Aquicultura (MPA) anunciou a flexibilização da quantidade a ser pescada, mas exclusivamente para o Litoral Norte de Santa Catarina, região mais afetada pelo fim antecipado da safra. Pescadores do Litoral Sul, porém, acreditam que a publicação do governo federal possa beneficiar todo o estado.
Desde ontem o assunto vem sendo debatidos por membros do MPA, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança de Clima (MMA) e representantes do setor pesqueiro. Conforme apurado pelo Portal Engeplus a previsão é de que seja liberada a pesca de mais 370 toneladas de tainha em Santa Catarina.
“Estamos esperando a publicação da portaria. O governo federal anunciou ontem (terça-feira) que seria válida somente para o Norte do estado. Mas estamos fazendo reuniões desde o amanhecer de hoje (quarta-feira) e há possibilidade de que esta quantidade a ser liberada possa beneficiar também o Sul”, disse Maria Aparecida Luciano, a Cida, presidente da Colônia de Pescadores Z-33.
Leia também
- Cota chega a 90% e governo federal encerra safra da pesca da tainha por arrasto de praia
- Após bloqueio da pesca da tainha, governo de SC anuncia medidas judiciais
- Tainha: governo federal anuncia aumento da cota de arrasto de praia para o Norte de SC
- Pesca da tainha: colônias do Sul de SC lamentam ampliação da cota apenas para o Litoral Norte
A associação reúne quase 500 pescadores de Balneário Rincão e Jaguaruna. Cida calcula que 35 toneladas tenham sido pescadas pelas canoas enquadradas no arrasto de praia na região da colônia. Com o encerramento da safra, a pesca passa a ser realizada apenas com redes de 100 metros, lançadas da faixa de areia, e que não estão dentro da cota.
Desde 2018, o governo federal passou a adotar cotas para a captura de tainhas, mas apenas em 2025 passou a valer para a modalidade de arrasto de praia. No ano passado, o limite estabelecido foi de 1,1 mil toneladas, que foi revisado para 1,3 mil em 2026. Neste ano, os pescadores comemoravam uma supersafra com redes cheias, o que fez a cota chegar em 90% quase dois meses antes do previsto, encerrando a captura.
Dados da plataforma PesqBrasil, ferramenta que monitora a quantidade de peixes capturados durante a safra, foram retiradas do mar 1.307 toneladas de tainha, o que corresponde a 97% da cota.




































