Polícia Civil
Polícia Civil pode parar 72 horas
Por Redação Engeplus
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O delegado Vitor Bianco Júnior e o investigador Arílson Nazário estiveram na noite desta terça-feira na sessão da Câmara de Vereadores de Criciúma. Eles fizeram um desabafo sobre a situação da segurança pública no Estado e a campanha salarial.
Caso o movimento da Polícia Civil não seja atendido nos próximos dias, eles anteciparam que haverá paralisação de 72 horas a partir do dia 16, quando serão atendidas somente situações de flagrante. Não descartam a possibilidade de greve. Criciúma possui 80 policiais para atender 200 mil habitantes.
“Quando Santa Catarina tinha dois milhões de habitantes tínhamos quase o dobro de profissionais comparando-se a hoje, quando o Estado triplicou o número de habitantes”, afirmou o delegado Vitor. Sem reposição há 13 anos os policiais pedem aumento de efetivo e melhoria salarial por meio de subsídio. “Está insuportável fazer segurança pública. Ano passado foram registrados 19 homicídios e esse ano já contabilizamos 36. As coisas pioram gritantemente e sem opção, escolhemos os crimes mais graves para investigar”, lamentou o delegado.
Arílson destacou o fato de Santa Catarina ter sido eleita, mais uma vez, como o melhor destino de viagem. “Um dos itens levados em consideração na escolha é a segurança. Nosso Estado possui uma das melhores corporações, com alta resolutividade de casos, mas estamos esquecidos pelo governo”, afirmou.
Colaboração: Daniela Niero/Comunicação Câmara Criciúma



