Atentados
Por causa de atentados, horário de ônibus passa a ser incerto
Em contato direto com a PM, empresas são protegidas e recebem informações privilegiadas
Por Redação Engeplus
3 min de leitura

Os novos ataques que foram registrados em ônibus e bases da polícia em Santa Catarina (confira reportagem do Diário Catarinense) deixaram não só os policiais do Estado em alerta, como também as próprias empresas de transporte coletivo. Conforme o gerente da frota de ônibus do Expresso Coletivo Içarense, Elvio Peruch, a empresa está em contato direto com a Polícia Militar, recebendo informações privilegiadas.
“Para a proteção dos passageiros e trabalhadores dos ônibus, a PM está repassando algumas informações suspeitas obtidas por escuta telefônica. Desta forma, podemos agir um passo a frente, prevenindo que o pior aconteça”, frisa.
A noite dessa terça-feira é citada como exemplo pelo gerente. O último coletivo da frota saiu por volta das 20 horas, bem antes do último ônibus em dias normais. Alguns acadêmicos de uma universidade próxima a rodoviária, que utilizam o transporte, foram avisados sobre o imprevisto.
“Os policiais repassaram informações que poderiam causar riscos aos passageiros se saíssemos mais tarde. Por isso encerramos o transporte mais cedo. Enquanto estiver qualquer risco vamos agir dessa forma”, destaca.
Peruch ainda não sabe o que pode acontecer nesta quarta-feira. Para ele, enquanto estiver nessa situação os dias serão incertos. “Estamos preocupados com essa situação. Vamos continuar em contato com a polícia, que está nos ajudando não só com as informações, mas escoltando os veículos quando possível. Ainda assim, não sabemos se o horário segue o fluxo normal ou se vamos precisar intervir”, conta.
Já na empresa Expresso Forquilhinha nenhum horário foi alterado, mas o gerente operacional, Décio Tiscoski, afirma que os profissionais estão em alerta para não repetir os quadros anteriores. “Estamos apreensivos também com essa situação. Mas por enquanto a PM está escoltando os veículos que trafegam pelas regiões em que o perigo dos crimes é maior. Estamos atento a todas as informações e tentando manter a tranquilidade para não assustar os passageiros”, frisa.
Conforme informações da Polícia Militar, os policiais estão agindo de forma preventiva e não punitiva, já que a dificuldade de encontrar e penalizar os criminosos, com base na legislação brasileira, é mais difícil. “Prender os responsáveis por isso, com a legislação nacional, é muito difícil. Por isso estamos trabalhando para não deixar acontecer”, frisa o capitão Eduardo Moreno Persson.
Persson destaca ainda que a PM está trabalhando com três operações. “Primeiro estamos trabalhando onde os possíveis criminosos se encontram para desestimular o ato, cercando e saturando de PMs. Também estamos fazendo rondas nas casas de profissionais ligados a segurança pública, como agentes prisionais e policiais. Por último, estamos dando suporte para os ônibus, principalmente, escoltando as linhas de bairros de maior vulnerabilidade”, explica.



