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Porcos são vítimas de maus tratos em sítio de Criciúma; animais devem ser recolhidos ainda nesta semana
Famcri foi até o local para analisar o caso e identificar o mau trato aos animais no início da tarde desta quarta-feira
Por Redação Engeplus
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A Fundação do Meio Ambiente de Criciúma (Famcri) esteve, no início da tarde desta quarta-feira, em um sítio na região da Vila Selinger, em Criciúma, para averiguar uma denúncia de maus tratos contra animais. No local não existe casa e nem moradores, apenas animais que ficam soltos pela propriedade.
Os bois, vacas e cavalos encontrados não estavam em situação de maus tratos, porque estavam soltos e tinham acesso ao pasto e à água. Os porcos, no entanto, estavam presos em um chiqueiro sem ração e água há vários dias. O médico veterinário Vilson Heinzen Cardoso constatou que os animais estavam em estado de desnutrição generalizada, situação de abandono, sem a higiene adequada e presos em local inadequado para a sobrevivência.
Quatro porcos estavam presos no chiqueiro, e uma porca foi encontrada caída para o lado de fora do cercado. “Ela está bastante desnutrida e não aceita água ou comida. Não existe mais a possibilidade de salvá-la, então tentaremos realizar uma eutanásia o quanto antes, para cessar o sofrimento do animal”, explicou o veterinário.
O fiscal da Famcri Valmir Gomes fez um relatório com todo o caso e vai, ainda nesta tarde, até o Ministério Público (MP) para realizar o procedimento de denúncia de crime. “Também vou pedir que o promotor consiga uma liminar, para que possamos retirar os animais do sítio o quanto antes”, explica o fiscal.
Já existem pessoas dispostas a cuidar dos quatro porcos que devem ser salvos ainda nesta semana. Os voluntários que encontraram os animais também acharam, durante o final de semana, uma cadela com oito filhotes que estava abandonada na propriedade. “A cadela foi resgatada e os filhotes estão sendo bem tratados agora”, comenta uma das voluntárias.
A Famcri reforça que maus tratos a animais é crime, sendo que a pena será de três meses a um ano de prisão e multa, aumentada de 1/6 a 1/3 se ocorrer a morte do animal. Para denunciar maus tratos é possível entrar em contato pelos telefones 156 ou 190.



