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Porto de Imbituba tem crescimento recorde

Este ano a soma já é de 1.341.217 de toneladas até março

Por Redação Engeplus

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O Porto de Imbituba, no Litoral Sul de Santa Catarina, registrou um crescimento de 70% na movimentação de cargas os últimos três anos. Em março deste ano, o porto conquistou um novo recorde: a marca de 504.860 toneladas de cargas movimentadas. Esta é a maior marca já registrada na história do local. Se comparado com o mesmo mês em 2015, o aumento foi de mais de 100%, quando foram registrados 232,6 mil.

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Comparado os três primeiros meses do ano passado, o porto praticamente duplicou a movimentação de cargas. Este ano a soma já é de 1.341.217 de toneladas (até março). No último ano, em janeiro, fevereiro e março foram de 689 mil toneladas. Entre as principais cargas movimentadas estão os granéis agrícolas, como milho, soja e trigo, além de minerais.

O presidente do porto de Imbituba, Luis Rogério Pupo Gonçalves, explicou que este aumento se deve a uma série de investimentos e projetos de modernização. “A condição da infraestrutura que o porto possui está sendo o grande diferencial para a atração de novas cargas e de embarcações diferenciadas. O que estamos fazendo é implementar condições para que o porto esteja apto a atender a demanda do mercado. Com isso, colaborar com o país e principalmente Santa Catarina para engrenar no processo econômico e drible essa crise que está instalada momentaneamente”.

Dentre os investimentos do Governo do Estado e da União, no último ano, está a dragagem de aprofundamento que resultou na nova profundidade para manobras de navios. O canal de acesso passou a ter profundidade de 17 metros e bacia de evolução com 15,5 metros. Os berços passaram a operar com 14,5 metros. Com esses números, o Porto de Imbituba tem a maior profundidade entre os porto do Sul do Brasil, apto a receber navios com capacidade de transportar até 9 mil contêineres ou 80 mil toneladas de granéis.

Gonçalves ressaltou que no porto não há o registro de fechamento por motivo de falta de segurança ou mau tempo. Além disso, se destaca por proporcionar manobras de atracações e desatracações rápidas e seguras durante 24 horas por dia – o tempo de espera para atracação é o menor da Região Sul.

Santa Catarina conta ainda com alguns diferenciais, pois enquanto nacionalmente predomina a produção de commodities, no Estado se destaca a indústria da transformação. Grande parte dos insumos utilizados para a produção industrial chega pelos portos, e é por meio dos complexos portuários que essa produção é escoada para o resto do país e do mundo.

“A expectativa é gerar uma movimentação de 4,5 milhões de toneladas (neste ano). O que vai significar ultrapassar em 100% a movimentação de quando assumimos o porto”, informou o presidente.

O cuidado com o meio ambiente também é levado em conta no funcionamento do porto. Para a administração, é necessário que o local se desenvolva de forma sustentável. Entre as medidas estão o monitoramento de qualidade das águas, qualidade do ar, o programa de educação ambiental, de pesquisa e monitoramento das baleias francas, o gerenciamento de resíduos e de riscos ambientais.

Em fevereiro deste ano, foram instalados no porto marégrafo de radar e estação meteorológica, que passaram a transmitir a cada hora medições de maré, velocidade e direção do vento, pressão atmosférica, temperatura e umidade relativa do ar, precipitação pluviométrica e molhamento foliar.

Competitividade

Santa Catarina conta com seis principais portos: Laguna, Imbituba, Itajaí, Navegantes, São Franscisco do Sul e Itapoá. O estado é considerado o maior polo portuário em total de cargas transportadas por contêiners do Brasil. Em 2015, os portos do Estado movimentaram US$ 17 bilhões somando importações e exportações.

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Pela infraestrutura portuária catarinense, passaram mais de 44 milhões de toneladas, o que corresponde a 4,37% do total de contêineres movimentados em todo o Brasil.

História do Porto de Imbituba

O porto de Imbituba foi construído pelos ingleses em 1880 para escoar a produção de carvão extraído nas minas na cabeceira do Rio Tubarão e transportado pela Estrada de Ferro Donna Thereza Christina. No início do século 20, a concessão das minas de carvão e da ferrovia foi transferida para a firma carioca Lage & Irmãos, que também assumiu o porto.

Com a ampliação das atividades carboníferas em Santa Catarina e a persistência do problema do Porto de Laguna, a Lage & Irmãos resolveu ampliar o Porto de Imbituba para atender quase que exclusivamente aos seus navios, o estaleiro na Ilha do Viana no Rio de Janeiro e a futura siderurgia. No dia 3 de novembro de 1922, foi fundada a Companhia Docas de Imbituba (CDI), que nasceu assumindo toda a área portuária (principalmente o quebra-mar em construção) e as instalações existentes.

A CDI viria a obter, pelo Decreto nº 7.842, de 13 de setembro de 1941, a concessão para executar os melhoramentos e explorar comercialmente o porto. Nessa nova fase das obras, os primeiros 100 metros do cais de atracação foram inaugurados em 4 de maio de 1942.

Acessos ao Porto de Imbituba

Rodoviário

É realizado por uma das principais rodovias do país, a BR-101, que dá acesso às demais regiões brasileiras e os países do Mercosul. O acesso ao porto se dá pelas avenidas Manoel Florentino Machado (sul) e Marieta Konder Bornhausen (norte).

Ferroviário

Operado pela Ferrovia Tereza Cristina, que interliga a região carbonífera e industrial, no Sul de Santa Catarina, com o Porto de Imbituba.

Marítimo

O Porto de Imbituba está a 286 milhas marítimas do Porto de Santos e a 322 milhas marítimas do Porto de Rio Grande. As águas tranquilas que proporcionam o acesso ao porto são obtidas por um molhe de abrigo com 850 metros de comprimento, não existindo correntes marítimas de valor apreciável.

Aéreo

O aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis, fica a 115 quilômetros. O aeroporto Regional, em Jaguaruna está a 79 quilômetros.

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