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Portos se preparam para atender crescimento da demanda
Por Redação Engeplus
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Representantes dos Portos de Itajaí e Imbituba apresentaram, na Câmara de Assuntos de Transporte e Logística da Fiesc, em Florianópolis, as ações em andamento para receber a nova geração de navios com maior capacidade e acompanhar a expansão do setor. Apesar da conjuntura atual, tanto Imbituba quanto Itajaí estimam fechar o ano com crescimento e anunciaram a linha Ásia, que inicia as operações em Itajaí no dia 15 de setembro e em Imbituba no próximo dia 5.
“Sabemos que a infraestrutura portuária é essencial para a competitividade e para a maior inserção da indústria no mercado internacional e é uma alternativa importante para o mercado doméstico através da cabotagem. O Brasil precisa de uma infraestrutura melhor e de um sistema em que os portos sejam mais eficientes e bem geridos para melhorar a competitividade da economia. Ainda que tenhamos tido alguns avanços nos últimos anos, precisamos avançar na formulação de políticas integradas de transporte e logística para o país”, afirma o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte.
O presidente da Câmara, Mario Cezar de Aguiar, destaca que a movimentação de contêineres em Santa Catarina cresceu 77% entre 2010 e 2016 – passou de 952 TEUs em 2010 para 1.686 TEUs em 2016. “Santa Catarina pode ser uma plataforma logística invejável. Temos todas as condições. É uma vocação do Estado, mas, para isso, precisamos melhorar nossas condições de infraestrutura”.
Os cinco portos catarinenses respondem por 19% da movimentação de contêineres do Brasil, com potencial para aumentar esse percentual. “Dentre os dez melhores portos brasileiros em desempenho, quatro são catarinenses. Temos todo esse potencial que poderá nos permitir ser uma plataforma logística viável para o país. Havendo melhoria da infraestrutura para chegar e sair do porto, certamente, a atratividade de Santa Catarina aumentará muito”, reforça Aguiar.
O diretor-presidente do Porto de Imbituba, Luís Rogério Pupo Gonçalves, lembrou que o governo catarinense assumiu em dezembro de 2012 a operação do Porto. “Quando iniciou esse processo foi uma transformação complexa porque, teoricamente, saiu de uma empresa privada para uma empresa pública. Por uma série de ações está dando lucro, resultado e aumentando sua participação no mercado. É um fato. É resultado de planejamento”, afirma.
O Porto de Imbituba conta com três berços de atracação, pode operar com calado de 14,5 metros e o canal de acesso tem 17 metros de profundidade. As condições do porto permitem receber navios maiores que em breve começam a operar na costa brasileira. “Estamos fazendo a lição de casa, nos preparando e enxergando oportunidades”.
Colaboração: Comunicação Fiesc



