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Furto

'Precisamos melhorar as provas para manter ladrões presos', diz delegado-geral de SC

De janeiro a maio deste ano foram 46.174 ocorrências de furto no estado

Por Jessica Rosso Crepaldi

3 min de leitura

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Foto: Luis Carvalho

“Precisamos evoluir na melhoria da prova contra os autores de furto para que eles sejam condenados e fiquem presos”, admitiu o delegado-geral de Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel. A afirmação foi feita por ele nesta semana, durante uma visita à Câmara de Vereadores de Criciúma, após ser questionado por um parlamentar sobre situações envolvendo furto de gado.

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De janeiro a maio deste ano foram 46.174 ocorrências de furto, registradas em Santa Catarina. No acumulado de 2024, o número chegou a 107.868 em todo o estado. “Eu tenho uma preocupação muito grande com os furtos. Hoje nós conseguimos melhorar muito o nosso trabalho no que diz respeito ao roubo, tráfico, homicídio e latrocínio. Em Criciúma temos 100% de resolução das mortes violentas. Mas, não estamos conseguindo dar uma resposta aos furtos”, ressaltou o chefe da Polícia Civil no estado.

Gabriel reconheceu que é necessário evoluir no combate aos furtos. “Um dos nossos próximos objetivos é tentar melhorar, não só a resolução do furto de gado, mas do fio, do furto em residência, em comércio, nós temos um problema e precisamos entender como podemos avançar”, disse.

Ele pontuou que uma das ideias da pasta é focar na caracterização do concurso material de crimes. “Fazer trabalhos contra esses ladrões que mais praticam furtos, esses que a Polícia Militar prende repetidas vezes. Tentar qualificar ainda mais a investigação, provando que eles cometem vários furtos. Levá-los à Justiça com uma prova bem consistente para que eles sejam condenados, mas não por crime continuado. Se ele for identificado em sessenta furtos qualificados de dois anos cada um, ele poderia ser condenado a até 120 anos”, frisou.

A intenção da pasta é dar uma resposta diante do prejuízo social, pontuou o delegado-geral. “O cidadão se sente inseguro e violado na sua própria residência, quando chega em casa e se depara com o furto", enfatizou.

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Diferença entre concurso material de crimes e crime continuado

Ao analisar a fala do delegado-geral, a advogada, Raquel Aguiar, explicou a diferença entre concurso material de crimes e crime continuado. “O que ele quis dizer é que, em vez de tratar uma sequência de furtos como um único crime prolongado — o chamado crime continuado, que resulta em uma pena única com pequeno acréscimo —, a ideia é considerar cada furto como uma infração distinta. Assim, as penas são somadas, como ocorre no concurso material. Dessa forma, o responsável passa a responder por cada furto individualmente, o que eleva significativamente a punição”, detalhou.

Delegacia exclusiva para o atendimento à mulher

Durante sua passagem pela Câmara, ele confirmou aos vereadores que o município terá uma delegacia exclusiva para o atendimento à mulher. Enquanto isso, outra unidade ficará responsável por apurar crimes e situações envolvendo crianças, adolescentes e, em um primeiro momento, também idosos. A medida tem como objetivo aprimorar os serviços prestados à população e garantir um atendimento mais eficiente para esses públicos.

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