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Preço do tomate começa a voltar ao normal

Em Criciúma, produto chegou a custar R$ 9,15 o quilo. Atualmente já é possível encontrá-lo a menos de R$ 4 o quilo

Por Redação Engeplus

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Foto: Imagem ilustrativa: Amanda Garcia Ludwig/Arquivo Engeplus

O aumento do preço do tomate se tornou um assunto bastante comentado nas últimas semanas. O quilo do produto chegou a custar R$ 9,15 em Criciúma. Especialistas explicam que a alta aconteceu após o volume de chuva registrado no último mês no Sul de Santa Catarina.
Desde segunda-feira, no entanto, é possível encontrar o quilo do fruto a menos de R$ 4 em alguns mercados na cidade. O preço máximo, segundo Gilberto Oenning, presidente da Associação da Defesa do Consumidor e da Cidadania (Adecon/SC), chega a R$ 7,15 o quilo – cerca de R$ 2 a menos do maior preço registrado na cidade.

Oenning explica que, em pesquisa realizada pelo Procon, houve falta do produto por conta da sazonalidade, e que a tendência é que nos próximos dias o quilo do tomate chegue a custar menos de R$ 3. “O que pedimos é que, se o consumidor achar que o preço está alto, deixe o produto na prateleira. O regulador do preço é o consumidor”, avalia o presidente da Adecon.

O economista Dimas Estevam concorda com Oenning. Ele afirma que, como o tomate não é um produto de primeira necessidade, a melhor atitude do consumidor seria trocar o tipo de salada que colocar na mesa. “Acredito que, a médio prazo, o preço voltará ao normal. Até lá, a melhor opção é trocar por outro hortifruti. O tomate não é um item essencial da cesta básica, como o arroz, por exemplo”, comenta.

Rui Rezendes Fabrício da Silva foi um dos consumidores que seguiu a dica e passou a comprar, no lugar de tomate, o repolho. “No momento, essa é a melhor alternativa. O repolho baixou de preço e passou de R$ 5 para R$ 1 a unidade. Para fazer molhos para a comida, a melhor opção é usar produtos industrializados, que estão mais em conta do que o tomate em si”, explica.
Segundo Silva, um aumento grande, como aconteceu com o tomate, prejudica a economia doméstica. “Como consumidor e responsável pelas compras de casa, fiquei ‘de mal’ com o tomate. Foi alta próxima de 150%, e isso acaba com o orçamento doméstico. Não deixei de consumir a fruta, mas reduzi a unidades selecionadas e gastei chinelo pesquisando o preço mais acessível”, pontua Silva.

Outros produtos - Uma segunda reclamação registrada com frequência pelas donas de casa na Adecon é a aceleração no aumento do preço de produtos de higiene e limpeza. “Esses produtos acredito que não vão baixar o preço. Por isso é importante que o consumidor tente comprar sempre o produto que está em promoção, para conseguir economizar no final da compra. A dona de casa que tiver alguma dúvida ou reclamação, pode entrar em contato pelo telefone 9972-4120”, ressalta o presidente da Adecon, Oenning.

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