Ganeses em Criciuma
Prefeitura de Criciúma busca soluções para situação dos ganeses na cidade
Eles serão cadastrados pela Secretaria de Assistência Social
Por Redação Engeplus
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A partir da próxima segunda-feira, dia 30, os ganeses que estão em Criciúma serão cadastrados na Estação Rodoviária do Município, das 8 horas às 12 horas e das 13 horas às 17 horas. A medida foi tomada nesta quinta-feira, em reunião realizada pela Administração Municipal com a Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial de Criciúma (Copirc), União das Associações de Bairros de Criciúma (UABC), Secretaria Municipal de Saúde, Corrente por Gana, Sociedade Beneficente Muçulmana de Criciúma (SBMC), Anarquistas Contra o Racismo (ACR), Pactas, Associação Afro Renascer e Cruz Vermelha.
Segundo a secretária de Assistência Social, Solange Barp, a conversa entre as entidades foi realizada para dar um primeiro caminho a estas pessoas neste momento que eles estão passando por dificuldades. “Nosso problema maior é saber como eles vão ficar, se terão a regularização e em quanto tempo será possível essa regularização no país para podermos dar os encaminhamentos necessários. O governo está disposto a colaborar de todas as formas”, declara Solange.
A medida foi definida para estabilizar a vida dos ganeses que migraram para o município de Criciúma. Mais de 60 homens do país africano foram encontrados em situação avaliada como desumana em uma residência no bairro Pinheirinho. Devido ao estado de cerca de 40 emigrantes, eles foram abrigados, na noite de quarta, na Casa de Passagem. Somente nesta quinta-feira, mais 10 cidadãos do país do continente africano chegaram ao município. Além dos ganeses, a cidade tem recebido haitianos, senegaleses, angolanos e sírios.
De acordo com a coordenadora de Proteção Especial da Assistência Social, Mariane Peruchi, hoje está mais difícil de dar suporte a esta população, há dois anos eles chegavam e se abrigavam na Casa de Passagem, mas como eles já têm onde ficar, estão vindo muitos e indo direto para os locais onde tem amigos e parentes. “Antes todo trabalho era realizado pela Casa de Passagem, hoje eles fazem o caminho sem passar pelos serviços sociais. Por esse motivo o grupo pensou em realizar esta força tarefa para identificar e cadastrar essa população que se encontra hoje em Criciúma, tanto os legais, quanto aqueles que ainda estão aguardando a regularização junto à Polícia Federal”, comenta Mariane.
Doações - Os ganeses precisam da colaboração da população. Como o país de origem possui clima quente, os imigrantes têm sofrido muito com as baixas temperaturas da região. Por esse motivo, Mariane pede aos criciumenses que encaminhem roupas de frio para a Casa de Passagem. “Precisamos de doações de agasalhos masculinos, jaquetas, moletons, roupas de lã, meias, cuecas, cobertores, calçados, sendo a maioria tamanho 42, e kits de higiene pessoal”, destaca a coordenadora. As doações podem ser levadas até a Casa de Passagem São José, localizada no bairro Pinheirinho, na rua Giacomo Sônego Neto, ao lado da garagem da empresa Expresso Coletivo Forquilhinha. Mais informações através do telefone da Casa de Passagem: (48) 3437-0572.
Colaboração: Milena dos Santos/Decom



