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Profissionais de Economia em prol do desenvolvimento regional

Ordem dos Economistas de Santa Catarina (Oesc) empossa diretoria seccional Sul em Criciúma nesta noite

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Amanda Garcia Ludwig

Os profissionais de economia do Sul do Estado passam a contar a partir de hoje com uma seccional que chega cheia de planos, agenda positiva de crescimento, aproximação com a sociedade e ideias para desmistificar a economia ao consumidor, torná-la um parceiro.
Na noite desta quinta-feira, a Ordem dos Economistas de Santa Catarina (Oesc) empossa a diretoria da seccional Sul para a gestão 2013/2015. A entidade tem como presidente Richard Guinzani, vice-presidente Alex Bristot, secretário Filipe L. Constante, primeiro secretário Cristiano Medeiros, tesoureira Ariane Alberton, primeiro tesoureiro Julio Pizoni e suplentes Thiago R. Fabris, Renato Rampinelli, Maura Loff, Eliane Mandelli Frank, Luiz Antônio da Silva e Carlos Runze.

O evento, que terá uma palestra do Dr. Erik Baudoiun, adido comercial da embaixada da Holanda no Brasil – ele vai conversar sobre Visão Europeia sobre Santa Catarina e a Região Sul do Brasil Sob o Contexto Econômico – acontece às 20 horas na Sociedade recreativa Mampituba, em Criciúma, no salão Antônio Balthazar.

O presidente, Richard Guinzani, conversou com a reportagem do Portal Engeplus e apresentou uma entidade empolgada para trabalhar e aberta para receber a comunidade. Disse que a seccional da Oesc vai participar de questões que envolvem a cidade e trabalhar para ajudar a desatar os nós que emperram o desenvolvimento regional. “Vejo que a Oesc será bem recebida, tem um campo bem promissor para trabalhar na certeza de contribuir muito”. Confira a entrevista:

Portal Engeplus: Como a seccional chega ao Sul do Estado?
Richard Guinzani: O interesse em botar o “bloco na rua” surgiu nessa administração da Oesc, com o presidente Luiz Henrique Belloni Faria. Este é um projeto novo. Já temos uma seccional no Norte, com sede em Joinville, e a segunda será sediada em Criciúma, para atender o Sul de Santa Catarina. Vamos abranger municípios de Imbituba a Passo de Torres. Só não temos ainda noção de quantos profissionais estarão conosco.

PE: Que análise a seccional da Oesc faz da região?
RG: A região Sul catarinense cresce em menor escala que o resto do Estado por “n” motivos que se conhece e discute por falta de infraestrutura. Criciúma, especificamente, cresce mais que o Estado, mas não é um crescimento sozinho. Isso é bom, pois há pelo menos uma década nada mais economicamente se faz de forma isolada. Se uma empresa se instala na região, todos ganham, é o que se chama de desenvolvimento combinado. O que temos que fazer como entidade é ajudar que esse crescimento seja organizado para que os bens de consumo gerados por esse desenvolvimento seja acessível a todos. Queremos estar envolvidos nas questões de Via Rápida, duplicação da BR-101, aeroporto regional e hospital público, por exemplo, ajudar nesses estudos de impacto como suporte, não como inventores da roda.

PE: Que ações a Oesc pretende realizar no Sul?
RG: Já nascemos com a diretoria composta, agora, o segundo passo é ter uma sede. Até porque ma agenda positiva a gente já tem planejada. É de se aproximar e trabalhar junto com as associações comerciais e empresariais, com o setor público, realizar palestras e levar informações aos profissionais da economia também.
Podemos atuar com estudos de impacto e pesquisas em tudo aquilo que for de interesse em causas públicas. Muitos não sabem, mas temos uma cadeira na CPI da telefonia celular. Temos capacidade de intervir e analisar para ajudar nessa questão das passagens de ônibus e da tarifa de esgoto, mas que fique claro que será com opiniões embasadas em estudos técnicos, livre de questões políticas. Onde a economia puder entrar, estaremos lá.

PE: Um dos objetivos que o senhor ressaltou é o de unir os profissionais. Trata-se de um desafio?
RG: A classe profissional é “abandonada, desagregada”, queremos mais união e trabalho conjunto dos economistas. A Ordem quer trabalhar com a valorização do profissional e de suas funções, quer ajudá-lo no exercício de sua profissão e ampará-lo.

PE: O senhor afirma que a Oesc precisa estar ao lado do consumidor. De que forma isso acontecerá?
RG: A ideia é fundar um Precon, para atender o pré-consumidor no que diz respeito a informá-lo e deixá-lo preparado para tomar decisões de compra, financiamento desde linha branca, imóveis, veículos... a meta é dar condições para que o consumidor decida o que fazer e até avaliar sua condição de endividamento ao adquirir qualquer produto. Isso ajuda também o empresário porque o consumidor será qualificado, de nome limpo e consciente de seu movimento econômico. Além disso, evitar acumular atendimentos no Procon.

PE: Que visão a Europa tem do Sul do Brasil?
RG: O adido Erik Baudoiun traz algo bem positivo porque a visão europeia do Brasil, boa parte se remete ao Nordeste e a cultura geral e econômica já bem batida. Eles se interessam pelo estilo de desenvolvimento do Sul do Brasil. Erik Baudoiun atua como um lobista, olheiro para fomentar empresas, um gestor de oportunidades, na verdade, vinculado na embaixada da Holanda no Brasil. Será um grande encontro e oportunidade de trocar ideias.

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