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Projeto sobre dívida ao Criciúmaprev é retirado de votação

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Amanda Garcia Ludwig

Foi pedindo a proteção divina e lendo o salmo 19 que os vereadores iniciaram a sessão desta quinta-feira na Câmara de Vereadores de Criciúma. Na pauta, a votação do projeto que pede o parcelamento da dívida da prefeitura de Criciúma com o Criciúmaprev. O clima era de tensão. De um lado estavam servidores e sindicalistas, de outro os vereadores, e a Polícia Militar foi chamada para garantir a segurança da sessão, o que ontem os vereadores alegaram que não havia e por isso suspenderam a votação. Mas apesar de todo o aparato, o presidente da Câmara, Antonio Manoel, retirou o projeto e encerrou a sessão.

Na Casa Legislativa, os vereadores Vanderlei Zilli, Douglas Matos e João Fabris usaram a tribuna para manifestarem-se contra o projeto. A cada vez que um vereador falava, os manifestantes exaltavam-se com “gritos de guerra” e protestos. Em sua manifestação, Matos salientou que o conselho deliberativo do Criciúmaprev não foi ouvido por parte do prefeito, Clésio Salvaro, e aproveitou para despedir-se do chefe do Executivo.

Após alguns minutos de reunião entre as bancadas, o presidente da Câmara usou a alegação de Matos como justificativa para encerrar a sessão. “A decisão foi tomada pela bancada do PMDB. Entendo que a lei tem que ser cumprida e o conselho deliberativo do Criciúmaprev foi aprovado por lei e precisa ser ouvido antes de esse projeto voltar à votação. Isso é um desrespeito do Executivo conosco, vereadores. Além disso, estamos despreparados para votar um projeto dessa natureza. O local que temos não é adequado, não temos tranquilidade para votar”, afirmou referindo-se ao espaço físico.

Conforme Antonio Manoel, agora cabe ao prefeito Salvaro fazer nova convocação, o prazo é de 48 horas. “E será preciso ver quantos vereadores estarão aqui. Caso a Mesa Diretora não esteja presente, o vereador mais votado preside a sessão, mas são necessários, no mínimo, sete vereadores para haver sessão e votação”, explicou.

Na saída do prédio da Câmara, os sindicalistas e servidores reuniram-se na rua e festejaram a decisão. Conforme Maria das Dores Argente Vieira, conselheira do Criciúmaprev, “a batalha foi vencida, mas a guerra não”. “Nosso objetivo agora é estar presentes em uma nova sessão, que pode ocorrer segunda-feira, para restituir aquilo que nos é de direito”.

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