Projeto social leva futebol para aldeia indígena e atletas disputam primeiro amistoso

Crianças e adolescentes também visitaram o estádio Heriberto Hülse pela primeira vez

Projeto social leva futebol para aldeia indígena e atletas disputam primeiro amistoso
Foto: Rafaela Custódio/Portal Engeplus

O Dia das Crianças foi diferente para os meninos e meninas da Aldeia Índigena Tekoa Marangatu, localizada em Imaruí. Os participantes de um projeto social de escolinha de futebol, desenvolvido na comunidade há quatro meses, tiveram a oportunidade de participarem do seu primeiro amistoso nesse domingo, dia 12. O jogo foi realizado no estádio Diomício Freitas, no Centro de Içara.

A Escolinha de Futebol Arlei de Souza Assis é desenvolvida pelo Instituto Quem Aprende, Se Defende (IQASED), que atua desde 2015 em Santa Catarina. A presidente do projeto social é a advogada Sarita Felizardo Assis Pacheco, que explicou, em entrevista ao Portal Engeplus, que esta iniciativa é uma forma de inserir cada vez mais o acesso à cultural e ao esporte para as comunidades indígenas.

“Visando esses benefícios conseguimos marcar o amistoso com os estudantes da escolinha de futebol Pita Soccer School. Ao todo, temos 40 crianças e adolescentes que participam do projeto social, divididos entre meninos e meninas nas categorias Sub-9, Sub-11 e Sub-13. Porém, para o primeiro amistoso escolhemos 22 crianças e montamos duas equipes para fazermos esta troca cultural em Içara”, disse.

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Atletas participaram do primeiro amistoso nesse domingo, dia 12. (Fotos: Rafaela Custódio/Portal Engeplus)

Além de ser uma atividade dinâmica para o Dia das Crianças, a iniciativa também foi bem recebida pelas lideranças indígenas e, principalmente, pelo vice-cacique da Aldeia Índigena Tekoa Marangatu, Fabiano Alves. “Temos uma escola estadual na aldeia, então já tínhamos um contato com o esporte. Porém, com a escolinha de futebol, conseguimos evoluir mais a prática esportiva. Por isso, o projeto foi bem aceito pelas lideranças e pelos pais das crianças e adolescentes da nossa comunidade”, disse.

Jogo foi disputado em um campo de futebol no Centro de Içara

Momento único

Conforme o técnico da Pita Soccer School, Elvs Ricardo da Silva, o Pita, a partida de futebol também foi importante para os seus próprios jogadores. Ao todo, 28 crianças e adolescentes da escolinha de futebol, que já atua há 15 anos no Centro de Içara, participaram e saíram vitoriosos do amistoso desse fim de semana. “Quando veio o convite, por se tratar de um projeto social, aceitei na hora. Achamos super válido, pois saiu do nosso cotidiano e se tornou uma forma diferente de diversão”, contou.

Já para o técnico da Escolinha de Futebol Arlei de Souza Assis, Diego Assis, foi importante as crianças e adolescentes indígenas terem este primeiro momento fora da aldeia e da sua comunidade. Para o profissional, o jogo se tornou uma forma dos participantes do projeto social demonstrarem o seu talento e os aprendizados dos treinos, que ocorrem todos os sábados das 8 horas ao meio-dia.

“Além do jogo, o Dia das Crianças também se tornou um momento único, pois os jogadores da escolinha de futebol também foram, pela primeira vez, ao estádio Heriberto Hülse para assistir ao jogo do Criciúma Esporte Clube. Espero que estes momentos ajudem esses meninos e meninas a conhecerem mais da nossa cultura e do nosso futebol”, informou o técnico, em entrevista ao Portal Engeplus.

Crianças conheceram o estádio Heriberto Hülse e assistiram o jogo do Criciúma. (Foto: João Gabriel Rocha/Portal Engeplus)

Futuro do projeto e formas de ajudar

Projeto social foi criado há quatro meses em Imaruí.

Para o futuro do projeto, a presidente e advogada destacou que pretende levar os participantes para mais campeonatos e jogos, além de entrar em contato com o Criciúma Esporte Clube para a realização de peneiras, já que tem atletas femininas que estão ganhando destaque durante os treinos. Além disso, o projeto também vem buscando doações, que podem ser feitas por um QR Code, disponibilizado no Instagram do Instituto Quem Aprende, Se Defende.

“Para desenvolvermos a escolinha de futebol, recebemos o apoio de uma empresa, pessoas físicas e também do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). A aldeia é muito fechada, mas estamos ganhando a confiança de todos, pois o projeto já vem beneficiando as crianças e adolescentes, seja nos campos de futebol ou nas salas de aula. Queremos criar um espaço saudável para todos mostrarem seus talentos”, ressaltou Sarita.

No momento, a Aldeia Índigena Tekoa Marangatu tem 290 pessoas, que integram, ao todo, 60 famílias. As comunidades vivem principalmente da área educacional, do artesanato e das práticas de agrícolas. Confira abaixo as fotos e os vídeos de determinados momentos da partida:

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