Criciúma
Promotor sugere caminhos para o transporte coletivo
Por Redação Engeplus
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O prefeito Clésio Salvaro está por decretar a nova tarifa do transporte coletivo em Criciúma. Ele discutiu o tema ontem em reunião com o promotor Alex Cruz. “Fizemos ver ao prefeito que o reajuste não pode ser este que vem sendo ventilado, e que o sistema precisa mudar”, comenta o promotor. A planilha apresentada pela Diretoria de Trânsito e Transportes aponta para um aumento de 22%, o que poderá levar a tarifa a R$ 4,15 no cartão e R$ 4,50 na catraca, saindo dos atuais R$ 3,40 e R$ 3,70, respectivamente.
“Essa planilha de cálculo serve para levantar custos e depois dividir entre os passageiros. É um modelo autofágico e que tende a se consumir com o tempo”, pondera Cruz. O promotor sugeriu ao prefeito dois modelos. “Uma saída é a racionalização do sistema, que deveria começar imediatamente, revendo quantidade de linhas e frequência dos ônibus. Há muitos casos de horários sobrepostos e ônibus que circulam vazios”, aponta. A outra ideia, obviamente menos viável, indica para o subsídio do poder público como forma de baratear a passagem.

Sobre a racionalização do sistema, o promotor lembra que existe um estudo, de posse do Ministério Público, que mapeia os 1,5 mil pontos de embarque no transporte coletivo criciumense. “Hoje as pessoas não andam mais que 150 ou 200 metros para apanhar um ônibus”, observa.
De carro é mais barato
Ele lembra que, com o custo atual do transporte, está mais barato andar de carro. “Um trajeto de seis quilômetros, por exemplo, é mais barato ser feito de carro do que de ônibus, você gasta metade. Isso precisa ser repensado”, argumenta, justificando a razão para a perda de 50 mil passageiros no sistema somente no ano passado. “São cada vez menos pessoas andando de ônibus. Do jeito que vamos com esse modelo, chegaremos a ônibus vazios e com passagens a R$ 20 no futuro”, projeta.

Conselho avalia
O Conselho Municipal de Transportes está reunido nesta quinta-feira para discutir os valores do reajuste que deverá vigorar a partir de 10 de julho. Em paralelo à nova tarifa, o prefeito deverá anunciar a instalação de uma comissão permanente para reavaliar o método de cálculo da tarifa. “Do jeito que vamos, está sendo criada uma dívida do poder público com as empresas concessionárias. Corremos o risco de, quando acabar o contrato, a prefeitura dever milhões de reais para as empresas. Isso precisa ser corrigido”, conclui o promotor.



