Próximos dez
Próximos dez dias de expectativas para os rizicultores
Por Redação Engeplus
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Com a falta de chuva na região neste mês de novembro, as plantações de arroz podem ficar prejudicadas. Os próximos dez dias serão decisivos para os rizicultores, já que se continuar o período de estiagem algumas lavouras ficarão comprometidas. Conforme o climatologista da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Márcio Sônego, o mês está atípico. “O comum para esta época é chover 130 milímetros, porém, até o momento, choveu de 20 milímetros a 40 milímetros na região”, informou.
O engenheiro agrônomo da Epagri de Nova Veneza, Donato Lucietti, afirmou que várias comunidades como Linha Minerva, São Bonifácio e Araçá, não possuem mais água para irrigação. “Não dá para dizer que tem lavoura perdida, mas se continuar a estiagem haverá comprometimento de algumas”, alertou. Segundo ele, a previsão é de chuva na próxima semana, só que nos últimos 45 dias choveu apenas 40 milímetros na cidade, o que não foi suficiente para formar lâminas de água nas plantações. Por outro lado, esta pequena quantidade de chuva permitiu a penetração na terra e supriu as necessidades dos plantadores de milho e feijão.
Lucietti comenta que a Barragem do Rio São Bento fornece água para três associações de irrigantes, duas de Nova Veneza e uma de Forquilhinha. “Elas negociam com a Casan a liberação de água, mas elas também têm outras fontes de abastecimento”, explicou.
Na região do Vale de Araranguá, a situação é ainda pior. O engenheiro agrônomo, responsável pelo projeto arroz da Epagri, Rene Kleveston, comenta que os produtores vivem uma dificuldade por conta da falta de água e a presença da salinidade. “Na parte baixa da bacia do rio Araranguá o caso é agravante. Ainda está administrável, não temos registro de prejuízos”, esclarece.
O último período em que os produtores enfrentaram esta crise foi em 2005. “Ano passado foi melhor, mas em 1990 era comum. Estamos trabalhando no limite, já que com o vento a evaporação da água aumenta”, lembra. Ele afirma que alguns produtores estão trabalhando com as reservas de água e alguns mantendo a circulação interna da água na plantação.



