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Quem será o presidente da Câmara em 2018?

Por Redação Engeplus

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Já é intenso nos bastidores da Câmara o debate sobre a definição do presidente para 2018. Para o vereador Júlio Colombo (PSB), ele tem mais um ano à frente do Legislativo. “E tenho documento comprovando isso”, reforça. Para o vereador Pastor Jair Alexandre (PSC), é a vez dele. “Pois palavra é para ser cumprida”, completa.

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Tudo começou após a eleição do ano passado. Montadas as bancadas, começaram as conversas entre os eleitos. Até a posse, em 1º de janeiro, estavam claros os dois grupos. Do Paço, liderado por Júlio Kaminski (PSDB), e dos chamados independentes, tendo Colombo à frente. Contando com os tucanos mais o PSD, o grupo governista viu os adversários levarem a melhor graças justamente ao voto de Jair Alexandre, um fiel da balança. E esse pendor para a chapa de PSB, PMDB, PP e PRB rendeu ao PSC a primeira secretaria, função atual do pastor vereador.

“E foi nessa composição que fizemos acordo, homologado em ata, de que eu seria o presidente da Câmara por dois anos”, lembra Colombo. “A única possibilidade de eu renunciar a este segundo ano de presidência seria por ordem do meu partido”, observa o vereador. “Mas o PSB já afiançou que entende pelo cumprimento do acordo escrito”, reforça.

Mas o oponente diz ter um trunfo. “Depois dessa reunião na qual fizemos a ata, houve uma outra, e nela sim acordamos verbalmente pelo rodízio, com o presidente Colombo renunciando em 2018 para eu ser o presidente”, relata Jair Alexandre. “E esse acordo foi feito com todos os nove vereadores reunidos”, garante. “Estou esperançoso que o acordo será cumprido com o presidente Colombo e toda a mesa renunciando para que façamos uma nova eleição da mesa”, afirma.

O grupo dos nove

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Além de Júlio Colombo e Jair Alexandre, o grupo dos nove que elegeu a atual presidência conta com as bancadas do PP (Daniel Freitas e Miri Dagostim), PMDB (Toninho da Imbralit, Tita Beloli, Paulo Ferrarezi e Ademir Honorato) e PRB (Aldinei Potelecki). Pelo acordo mencionado por Colombo, a presidência caberá em 2019 ao PMDB, que ainda não se inclinou por um nome, e em 2020 ao PP, que deve indicar Miri Dagostim.

O rompimento de Júlio Kaminski com o Paço – os freqüentes votos contrários ao prefeito Clésio Salvaro confirmam, bem como a possível expulsão do PSDB que se especula – pode configurar a migração dele do antigo grupo do Paço para o dos nove. Assim, ele supriria uma possível migração de Jair Alexandre, saindo da base independente para a governista, já que ele é líder do governo Clésio Salvaro na Câmara. Substituiu o próprio Kaminski na função a partir de março.

“Não penso que as minhas atribuições de líder do governo tragam qualquer embaraço à minha legítima reivindicação de ser o presidente da Câmara em 2018”, comenta Alexandre. “Mas se não houver cumprimento do acordo agora penso que o grupo dos nove está desfeito”, conclui o vereador do PSC, que ameniza julgando precipitada a discussão sobre a presidência. “Isso é tema para resolvermos no final de novembro”, arremata.

Enquanto isso, Júlio Colombo segue presidindo a Câmara já projetando 2018. “Esse primeiro ano foi para resolver problemas e colocar a casa no nosso ritmo, em 2018 vamos ter importantes avanços”, finaliza.

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